Cultura
Iphan abre consulta para preservação do Centro Histórico de Salvador
Cultura
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, está com uma consulta pública aberta para que a sociedade civil apresente contribuições sobre normas de preservação do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Centro Histórico de Salvador. 

A proposta de norma de preservação foi elaborada pelo Instituto em parceria com a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia.
O superintendente do Iphan no estado, Hermano Fabrício Queiroz, reforça a importância da participação popular.
“Essa etapa é fundamental pra consolidar essa norma, pois garante que diretrizes de preservação reflitam, justamente, o diálogo da sociedade com o estado. E busca conciliar a proteção desse patrimônio cultural com as demandas atuais da sociedade, como mobilidade, acessibilidade, adaptação às mudanças climáticas, aos novos usos e apropriações desse patrimônio”.
A consulta pública tem como objetivo ouvir a sociedade sobre as diretrizes de preservação e os critérios de intervenção propostos para os conjuntos tombados. Os interessados têm até o dia 11 de novembro de 2025 para enviar suas contribuições. O formulário está disponível no endereço gov.br/participamaisbrasil, acessando em seguida o link “consulta pública”.
O Conjunto Arquitetônico, Paisagístico e Urbanístico do Centro Histórico de Salvador foi tombado pelo Iphan em 1984 e reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco no ano seguinte. É um dos mais importantes exemplares do urbanismo da colonização portuguesa e se divide em dois planos: as funções administrativas e residenciais na chamada Cidade Alta e o porto e o comércio à beira-mar, na região conhecida como Cidade Baixa.
Depois do encerramento da consulta, o Iphan vai analisar e consolidar todas as contribuições, publicando as respostas e o texto final da portaria com as novas normas. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: consultapublica.norm@iphan.gov.br.
*Com produção de Luciene Cruz
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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