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Cultura

Festival de Cinema no Meio do Mundo chega à Paraíba

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A partir deste sábado (1º), as cidades paraibanas de Boa Vista, Cabaceiras e Campina Grande recebem produções do audiovisual independente de todo o Brasil e se transformam em espaços de convivência, aprendizado e inspiração da sétima arte. É a oitava edição do Festival de Cinema no Meio do Mundo.

A programação gratuita tem início pela cidade de Boa Vista, que neste 1º de novembro terá, em parceria com o Coletivo Queijo, Luz e Cinema e o Instituto UBU, a I Mostra de Cinema Nordeste-Mundo, dedicada a curtas que abordam a globalização e seus efeitos nas culturas locais. Por lá também acontece o Lab-CIMM, laboratório criativo que incentiva jovens realizadores locais a desenvolverem narrativas de ficção ou documentais inspiradas em suas próprias comunidades. As ações acontecem na Escola Cidadã Integral Teodósio de Oliveira Lêdo a partir das 19h.

Cabaceiras e Campina Grande

Na “Roliúde Nordestina”, como é conhecida a cidade de Cabaceiras no meio cinematográfico, a programação traz mostras temáticas ao ar livre, como a Mostra Brasil de Curtas e a Mostra Animação, além do Experimento Fílmico, uma ação formativa que reúne jovens e adultos da região em uma imersão para produção de um curta-metragem.

Em Campina Grande, a programação acontece entre os dias 5 e 7 de novembro, no Museu de Arte Contemporânea da cidade e no Instituto dos Cegos do Nordeste. O museu terá oficinas voltadas para estudantes da rede pública, com temas como introdução ao roteiro cinematográfico e dramaturgia aberta e escrita criativa. No dia 7, a programação será aberta ao público, a partir das 19h, com o Fórum Cinema e Outras Artes e a Mostra no Meio da Noite. Já o instituto abrigará a Mostra Sentidos Livres, com sessões acessíveis para pessoas com deficiência visual. 

O festival é coordenado pelo Instituto Cinema no Meio do Mundo em colaboração com realizadores de todo o Brasil com a proposta de disseminar o cinema independente através de mostras de exibição, pesquisas, cursos, oficinas e contribuição em espaços acadêmicos.

 




Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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