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Cultura

Viva Maria relembra Almerinda Gama e o voto feminino

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Oi, oi gente amiga desse nosso programa que neste 3 de novembro comemora o Dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher, em 1930.

Naquela época  éramos cidadãs de segunda categoria, já que não podiamos eleger nossos representantes. O voto era masculino e censitário, ou seja , só tinha direito de de votar quem tivesse uma condição financeira estável. Felizmente hoje o voto é um direito universal no Brasil, não importa o sexo, o gênero, a cor da pele, a etnia ou opção sexual, mas é bom não esquecer que no passado era um privilégio de homens ricos e brancos.  E nesta edição Viva Maria abre o livro para um   resgate histórico da trajetória de Almerinda Gama. Sufragista e uma das pioneiras da participação de mulheres negras na política brasileira, Almerinda tem sua vida recontada em uma obra escrita pela jornalista Cibele Tenório.

O livro busca romper com as cortinas da invisibilidade que ainda marcam a história das mulheres negras no país. A publicação reafirma o protagonismo de Almerinda Gama na luta pelo direito ao voto e na defesa da igualdade de gênero e raça no Brasil.

Em entrevista Cibele Tenório fala  sobre o processo de pesquisa e o encontro com a trajetória de Almerinda, destacando sua importância para o feminismo negro e a história política do país. Além dela o programa ouve a  advogada Ligia Fabris que é também professora da FGV Direito Rio, sobre os entraves que comprometem a participação das  mulheres na politica nacional.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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