Polícia Federal
PF participa de painel para discutir o estado de direito na Amazônia
Polícia Federal

Belém/PA. A Polícia Federal participou, nesta segunda-feira (10/11), do painel “Soluções Inovadoras para o Fortalecimento do Estado de Direito da Amazônia”, em Belém. O evento acontece no contexto da COP30. Realizado pela Organização Uma Concertação Pela Amazônia, reuniu especialistas, pesquisadores e representantes do poder público e da sociedade civil para discutir soluções jurídicas inovadoras para o fortalecimento do estado de direito da Amazônia.
O painel contou com a presença do Diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal (DAMAZ/PF), Humberto Freire de Barros, além dos palestrantes Melina Risso e Robert Muggah, do Instituto Igarapé; Paulo Amaral, do Imazon e Tasso Azevedo, do MapBiomas. A moderação foi conduzida por Yanê Amoras, da Amazônia Impact Community (AIC).
Os integrantes discutiram a importância dos marcos legais, das decisões judiciais, das iniciativas coordenadas da sociedade civil e dos instrumentos de cooperação internacional para resultados concretos na aplicação da lei e na promoção da justiça socioambiental.
Durante sua fala, Humberto Freire destacou a necessidade da união das instituições para o fortalecimento da proteção ambiental, citando como um dos grandes aliados o Plano Amas, do Governo Federal. O plano é destinado ao desenvolvimento de ações de segurança pública que observem as necessidades e as especificidades dos estados que compõem a Amazônia Legal, com vistas à redução de crimes ambientais e conexos.
O diretor também enfatizou a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), em Manaus/AM. O espaço tático-operacional é considerado um marco histórico na integração entre forças de segurança da região e na cooperação internacional para o enfrentamento do crime organizado transnacional.
“A gente tem um centro que não é apenas um centro de inteligência. Ele também é um centro de diagnóstico constante, onde compartilhamos ferramentas inovadoras, dentre as quais o Brasil Mais, da Polícia Federal, ferramenta de imageamento por satélites que já é utilizada por mais de 640 instituições que formaram parceria com a PF”, ressaltou Humberto Freire
O diretor reforçou ainda a necessidade de descapitalização do crime organizado na área ambiental, ancorada em um sólido arcabouço legal. “Precisamos estar realmente unidos para fazer frente a esses criminosos ambientais que buscam o lucro. A gente precisa descapitalizá-los, atingir a face financeira desses organismos criminosos”, finalizou.
Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
Fonte: Polícia Federal

Polícia Federal
PF intensifica ações da Missão Redentor II e prende 14 pessoas em três dias no RJ

Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, entre esta quarta-feira (11/3) e segunda-feira (9/3), três fases da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular núcleos de uma organização criminosa formada por agentes públicos e operadores financeiros que atuavam para favorecer facções do tráfico de drogas e milícias no estado do Rio de Janeiro. A ação se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.
Ao longo dos três dias, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e em municípios da Região Metropolitana. Entre os presos estão dois delegados – um da Polícia Federal e outro da Polícia Civil do Rio de Janeiro -, dois policiais civis e sete policiais militares. Um dos investigados encontra-se foragido no exterior, com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.
Durante as diligências, foram apreendidas armas e acessórios, munições, cerca de R$ 50 mil em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, um veículo e documentos diversos. As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.
Operação Anomalia
Cada etapa da Operação Anomalia foi direcionada à desarticulação de diferentes núcleos da organização criminosa identificada pelas investigações:
Primeira fase (9/3) – As ações tiveram como alvo um grupo responsável por negociar vantagens indevidas em troca de informações e influência para beneficiar um traficante internacional de drogas. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
Segunda fase (10/3) – A investigação avançou sobre um núcleo composto por policiais civis e operadores financeiros, que utilizavam a estrutura estatal para extorquir integrantes de facções criminosas, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, em adição ao bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.
Terceira fase (11/3) – A última etapa teve como alvo policiais militares cooptados pelo crime organizado para facilitar a logística de traficantes e milicianos, blindar criminosos e ocultar recursos ilícitos, utilizando as prerrogativas da função para tal. Com apoio da Corregedoria da PMERJ, foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, entre outros delitos. Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar outros envolvidos no esquema.
Combate ao crime organizado
As apurações são conduzidas no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal e voltada ao enfrentamento de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco na desarticulação de suas conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas.
Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
[email protected]
Fonte: Polícia Federal
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