Cultura
Lumen Festival reúne filmes independentes em Brasília
Cultura
A partir desta sexta-feira (5) até domingo, produtores, cineastas e apaixonados por cinema independente tem um compromisso marcado! O Lumen Festival de Cinema Independente, no Cine Brasília. O evento conta com longas, médias e curtas-metragens nacionais e de mais 25 países, que já participaram de diversos festivais.

O curador e co-diretor do festival, Pedro Tavares, destaca alguns dos grandes nomes do cinema independente que vão exibir seus trabalhos em Brasília…
“Tem a Lucía Seles, que é uma diretora que produz bastante, uma cineasta argentina. Ela faz dois ou três filmes por ano. Tem o Alex Cox, que ele diz que é o último filme dele da carreira. Ele já fez filmes muito famosos como o Repo Man e o Sid and Nancy, mas hoje em dia ele não tem mais tanto espaço e ele lançou o último filme dele. E tem um documentário sobre a banda americana Fugazi, eles são expoentes do punk rock”.
O festival conta com diferentes mostras, lançamentos, sessões especiais e retrospectivas.
O curador fala também sobre a combinação entre estilos que o evento propõe…
“Nós teremos filmes de ficção, de documentário e a mescla de ambos. São muitos cineastas que, por conta desse formato deles de captação e o formato de filmagem inclusive, o formalismo deles joga muito a favor dessa duplicidade entre ficção e documentário. Então, acho que a maior forma de fazer cinema independente, muitas vezes, é, de fato, enfrentar a realidade ali, sem maquiar nada”.
Pedro Tavares reforça ainda a importância de festivais que valorizem o cinema independente…
“Eu acho que esse ponto de contato entre o cinema independente e o público é muito importante, até para abrir o horizonte para certas pessoas que estão acostumadas a assistir filmes de circuito. Vão lá todo final de semana, entrarem nesse mundo e conhecerem novas abordagens e também novos cineastas”.
Além disso o curador destaca a pesquisa realizada pela organização do festival para apresentação de novos cineastas ao público.
“A gente também, nesse ano, vai passar cineastas, muitos cineastas com o primeiro filme, ou cineastas que custam muito a lançar filmes, e a gente faz essa pesquisa justamente para poder oferecer ao público brasileiro essa chance de assistir esses filmes muito importante”.
O Lumen Festival de Cinema Independente tem programação gratuita. Outras informações estão no site lumenfilmfestival.com.
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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