Política
Assembleia Legislativa concede honrarias a personalidades e instituições por atuação social em MT
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta sexta-feira (12), sessão especial para homenagear personalidades e instituições pelos relevantes serviços prestados em áreas como educação, cultura, direitos humanos, serviço público, advocacia, agricultura familiar e movimentos sociais. As honrarias foram concedidas pelo deputado Valdir Barranco (PT), durante solenidade realizada no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.
“Hoje estamos homenageando organizações, movimentos e pessoas que prestam relevantes serviços para a sociedade mato-grossense e que contribuem para o desenvolvimento do estado, não só do ponto de vista econômico, mas social, das liberdades, das garantias fundamentais e da dignidade da pessoa humana. Algumas dessas entidades nem sempre são bem recebidas no Parlamento, então nós estamos aqui para fazer esse contrapeso, reconhecendo organizações que atuam em favor do bem comum e do futuro do planeta”, destacou o parlamentar.
Entre os agraciados da noite, estão professores, pesquisadores, profissionais da saúde, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil organizada, além entidades, organizações e movimentos sociais, como o Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), conselhos e centros de defesa dos direitos humanos.
Coordenadora do Programa de Transparência e Justiça Climática do ICV, Deroni Mendes destacou a importância do reconhecimento concedido pelo Parlamento estadual. Com mais de 35 anos de atuação, o instituto desenvolve estudos e ações voltadas ao uso sustentável do solo e dos recursos naturais, além de acompanhar políticas públicas relacionadas ao desenvolvimento social e ambiental em Mato Grosso.

“Para nós é muito significativo receber uma moção de aplausos em um ano em que tivemos muitos retrocessos ambientais. O reconhecimento de instituições pela sua atuação significa que estamos do lado certo da história’, disse.
Idalice Nunes, coordenadora estadual do MST, dedicou a homenagem às mais de cinco mil famílias assentadas e 600 famílias acampadas em Mato Grosso. “É para quem faz a luta pela terra, para quem está debaixo da lona preta, já está nos assentamentos produzindo alimentos, alimentos com qualidade, saudáveis, nessa transição do convencional para a agroecologia”, ressaltou.
Natural do Espírito Santo, Justinei Rosa de Almeida chegou ao município de Ipiranga do Norte, em Mato Grosso, há 10 anos e, desde então, dedica-se ao cultivo de café e criação de animais, em pequena escala. Agora, aos 63 anos, ele recebeu o título de cidadão mato-grossense e afirmou que pretende permanecer definitivamente no estado.
“Mato Grosso é um lugar muito fácil para trabalhar. A terra aqui é boa demais, porque é plana. Eu comecei a mexer com o café lá e gostei, deu certo. Eu pretendo acabar meu restinho de vida aqui”, afirmou.
Ao advogado e professor universitário Felipe Matheus de França Guerra e ao procurador federal Valdez Adriani Farias foi concedida a Comenda Marechal Cândido Rondon.
O Parlamento estadual também aprovou a concessão da Comenda Marechal Cândido Rondon ao procurador federal Valdez Adriani Farias e ao advogado e professor universitário Felipe Matheus de França Guerra, bem como da Medalha Lucíola Zanirato à atriz mato-grossense e defensora de causas sociais Isabella Karolina de Campos.
Fonte: ALMT – MT

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Expedição fluvial chega a Cuiabá e debate futuro do Rio Cuiabá com pescadores e comunidades ribeirinhas

A reunião da expedição fluvial no Rio Cuiabá, liberada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), chegou na capital de Cuiabá, nesta terça-feira (10), no Centro de Eventos Beira Rio, na comunidade São Gonçalo Beira Rio. O encontro reuniu pescadores, moradores de comunidades ribeirinhas, representantes de órgãos públicos e especialistas para discutir a situação do rio e os impactos enfrentados pela categoria pesqueira.
Durante a abertura do encontro, o parlamentar agradeceu a presença do público e ressaltou a importância do diálogo com as comunidades tradicionais. “Quero agradecer todos os presentes que atenderam ao convite. Vamos trocar uma ideia sobre o Rio Cuiabá, ouvindo vocês que já foram escutados em outros momentos. A maioria aqui são pescadores, pessoas que ajudaram a construir Cuiabá. Independente do patrimônio cultural, aqui está a nossa raiz”, afirmou.
Wilson Santos destacou que a expedição percorrerá cerca de 900 quilômetros pelo Rio Cuiabá e voltou a tratar da proposta de construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), empreendimento apresentado pela empresa Maturati, que previa a instalação de estruturas em um trecho de cerca de 190 quilômetros do rio, com capacidade de geração total de 156 megawatts (MW) de energia. Segundo ele, o projeto não foi aprovado e nem acatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
“Esse projeto foi indeferido pela Sema. Nas comunidades que visitamos até agora, todas disseram não para a construção de hidrelétricas no Rio Cuiabá. Essa já é a quinta comunidade que consultamos e todas mantêm a mesma posição”, relatou o deputado.
Ele afirmou que a expedição tem justamente o objetivo de manter o debate público sobre o tema. “Estamos repetindo essa descida pelo rio para que um assunto importante como esse não caia no esquecimento e passe despercebido. Estamos acompanhando esse processo tanto na esfera estadual quanto federal”, disse.
Outro tema central da reunião foi o atraso no pagamento do seguro-defeso aos pescadores de Mato Grosso. O benefício, pago durante o período da Piracema, garante renda aos pescadores durante o tempo em que a pesca é proibida. O parlamentar criticou a situação enfrentada pela categoria.
“Essa lei do Transporte Zero já trouxe prejuízos para os pescadores. Agora vem mais essa situação do não pagamento do seguro-defeso. Os pescadores ficaram quatro meses sem trabalhar, podendo exercer a atividade apenas oito meses no ano. Estamos lutando e tenho esperança de que possamos reverter essa situação”, afirmou o parlamentar.
Ele também questionou o baixo número de adesões ao programa estadual Repesca, que prevê auxílio aos pescadores. “Os pescadores de Mato Grosso têm muito receio de aderir ao Repesca e isso interferir no direito à aposentadoria especial no INSS. Isso acaba gerando uma interrogação na cabeça dos pescadores e provocou uma baixíssima adesão ao programa”, observou.
A pescadora Sandra Maria Oliveira, que é atual presidente da Colônia de Pescadores Z-1, em Cuiabá, manifestou preocupação com a situação enfrentada pelos pescadores. “Quanto às hidrelétricas, somos totalmente contra. Hoje, nossa maior preocupação é o seguro-defeso. Os pescadores ficaram quatro meses sem trabalhar e sem previsão de receber. Eles já são penalizados com a Lei do Transporte Zero. Precisamos de ajuda”, afirmou.
O superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Mato Grosso, Gerson Delgado, explicou que o pagamento do benefício depende de questões técnicas, orçamentárias e políticas do governo federal. Filho de pescador, ele relatou sua ligação com a atividade pesqueira. “Eu tenho certeza da dor da atividade pesqueira, porque já vivi isso na pele. Meu pai era um simples lavrador de Santo Antônio de Leverger e buscou na pesca uma alternativa para sustentar a família. Ele vivia de segunda a segunda na beira do rio e conseguiu criar dez filhos, todos com nível superior. Por isso estou aqui hoje para servir”, ressaltou.
Conforme Delgado, o governo federal ainda analisa os requerimentos relacionados ao benefício. “Foi publicada uma medida provisória, em novembro de 2025, para verificar quem realmente é pescador. Em alguns estados houve um aumento muito grande no número de pescadores cadastrados. Os demais estados já protocolaram os requerimentos e eles estão sendo analisados. Infelizmente, Mato Grosso ficou nessa situação. Se depender do Ministério do Trabalho, haverá celeridade no atendimento que o pescador merece”, explicou.
Ele destacou que o pagamento depende da liberação de recursos federais. “Tendo a dotação orçamentária, o pagamento pode ser resolvido imediatamente. Mato Grosso é o único estado que ficou nessa situação e precisamos trabalhar para resolver o passivo”, acrescentou.
A presidente da Associação dos Artesãos, Júlia Rodrigues, alertou para a necessidade de mobilização imediata das comunidades. “Temos que começar a gritar desde agora, não esperar acontecer. Há muito tempo estamos pedindo socorro pelo Rio Cuiabá. Precisamos dizer não para as hidrelétricas e cuidar do nosso patrimônio”, afirmou.
Já o secretário municipal de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, ressaltou a importância do rio para a capital. “O Rio Cuiabá é fundamental para a nossa cidade e precisamos cuidar e preservar esse patrimônio. Estou à disposição para colaborar no que for necessário”, declarou.
O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Luiz Fernando Medeiros, destacou que o turismo pode contribuir para fortalecer a economia das comunidades ribeirinhas. “O turismo é uma alternativa de renda importante. Não vemos conflito entre pescadores artesanais e pesca esportiva. O que precisamos é preservar o rio e valorizar a cultura das comunidades”, afirmou.
Também participaram da reunião o professor e ex-pescador Wises Antunes Corrêa e a presidente do bairro São Gonçalo Beira Rio, Cleide Rodrigues Moraes, que ajudou na organização do encontro. “Qualquer iniciativa que seja boa para nossa comunidade é bem-vinda. Agradecemos ao deputado Wilson Santos por visitar as comunidades ribeirinhas e ouvir nossa população”, declarou Wises.
Os moradores também lembraram que os impactos ambientais no Rio Cuiabá se intensificaram após a construção da Barragem de Manso, na década de 1990, situação que, segundo os pescadores, ainda provoca reflexos na atividade pesqueira e no equilíbrio ambiental do rio. Para Wilson Santos, a expedição tem justamente o objetivo de dar visibilidade a esses problemas e fortalecer o diálogo com as comunidades que vivem às margens do Rio Cuiabá.
Além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a comitiva da expedição é formada por representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), da Marinha do Brasil – por meio da Capitania Fluvial de Mato Grosso, do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá e da Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso (ASP-MT).
Fonte: ALMT – MT
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