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SES promove curso para fortalecer cuidados contra a tuberculose

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Mato Grosso

A Escola de Saúde Pública (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), promoveu, nesta segunda-feira (15.12), a aula inaugural do “EducomunicaSUS para Fortalecer a Atenção e Vigilância da Tuberculose em Mato Grosso”.

O curso será ministrado para 111 profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS), Vigilância Epidemiológica, Comunicação Social, Atenção Especializada e gestão municipal/regional dos sete municípios prioritários para a tuberculose: Barra do Garças, Cáceres, Campinápolis, Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande.

“O curso tem o objetivo de qualificar os trabalhadores quanto ao uso da metodologia EducomunicaSUS, para fortalecer práticas de vigilância e de comunicação nos territórios, e assim melhorar os indicadores-chave da doença no Estado”, destacou a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby Oliveira.

Segundo a superintendente da Escola de Saúde Pública, Sílvia Tomaz, a capacitação também visa fortalecer a reflexão crítica sobre o papel da comunicação e de suas múltiplas linguagens como instrumento estratégico para o enfrentamento da tuberculose.

“Vamos mapear os fluxos comunicacionais, identificando como podem ser utilizados para melhorar os indicadores da tuberculose, como detecção precoce, exame de contatos, adesão e cura”, explicou.

Com esse curso, a Escola de Saúde Pública propõe que os profissionais incorporem as estratégias de educomunicação ao processo de trabalho em saúde, reconhecendo seu potencial para fortalecer a busca ativa, apoiar o Tratamento Diretamente Observado (TDO), ampliar o vínculo com populações prioritárias, e sensibilizar a comunidade, contribuindo para a melhora dos indicadores e para o controle da tuberculose no Estado.

“Esta ação é uma continuidade do projeto EduComunicaSUS, mas é a primeira vez que nós vamos fazer algo específico para um agravo. O primeiro curso foi ministrado para 42 municípios e agora a gente está começando a se desdobrar e conversar com a comunidade sobre essa doença”, afirmou.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES, Janaina Pauli, a tuberculose é uma doença com diagnóstico e tratamento disponíveis no SUS, mas que ainda exige dos profissionais de saúde um olhar sensível, uma escuta qualificada e uma comunicação clara, ética e empática.

“Este curso e o projeto EducomunicaSUS representam um passo estratégico para integrar vigilância, atenção e comunicação, qualificando nossas práticas e ampliando nosso compromisso coletivo com o controle da tuberculose em Mato Grosso, com foco na vida, na dignidade e no cuidado integral das pessoas acometidas pela doença”, pontuou.

O curso será ministrado até fevereiro de 2026. Nesta primeira aula, Bruno Leonardo Olivatto realizou uma roda de conversa para abordar como estratégias educacionais junto à população podem contribuir na prevenção e no cuidado na Saúde Pública. Depois, houve a divisão de grupos entre os municípios para os alunos desenvolverem ações de EducomunicaSUS.

As vagas foram destinadas, prioritariamente, aos trabalhadores que participaram do curso “Midias Sociais e EducomunicaSUS para a Promoção da Saúde”.

A carga horária total do curso, de 30 horas, será distribuídas em 18 horas de atividades em tempo real, com três encontros, e 12 horas de atividades de dispersão, que envolverá a aplicação prática dos conteúdos no território de atuação dos profissionais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Politec destaca papel dos médicos-legistas na produção de provas e atendimento às vítimas

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O Dia do Médico-Legista, em 7 de abril, destaca a atuação essencial desses profissionais na produção de provas técnicas que fundamentam investigações e embasam decisões judiciais. Na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), esses especialistas atuam na conexão entre a medicina e o direito, contribuindo diretamente com o sistema de segurança pública.

O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan, destaca a relevância estratégica da função. “O trabalho do médico-legista é fundamental para assegurar a qualidade da prova pericial, que sustenta decisões judiciais. É uma atuação que exige conhecimento técnico, responsabilidade e compromisso com a sociedade”, afirma.

Produção de provas e rigor técnico

De acordo com o médico-legista Willer da Cruz Zaghetto, a carreira está diretamente ligada à produção de provas utilizadas em processos criminais. “Atuamos interpretando o universo médico para os operadores do direito, seja no atendimento de vítimas de violência, seja na realização de autópsias”, explica.

Ele ressalta que um dos principais desafios é manter o rigor técnico-científico na elaboração dos laudos. “É essencial investir em tecnologia para aprimorar a qualidade das perícias. Hoje utilizamos, por exemplo, a luz forense para auxiliar na identificação de lesões, especialmente em pessoas com pele mais escura”, pontua.


Atendimento humanizado às vítimas

Para a médica-legista Verônica Brandão, a atuação vai além da análise técnica e envolve um papel social. “Mais do que produzir laudos, buscamos fazer a diferença na vida das vítimas. É um trabalho que exige sensibilidade, pois lidamos com pessoas em situação de dor e vulnerabilidade”, afirma.

Ela destaca a importância do acolhimento, principalmente em casos de violência. “Uma palavra de apoio pode impactar profundamente quem está passando por esse momento. Também temos o papel de orientar e conscientizar”, completa.


Importância do atendimento ágil

A médica-legista Renata Miranda reforça a importância da rapidez na realização dos exames. “O ideal é que a vítima registre a ocorrência e procure o Instituto Médico Legal o quanto antes, pois as lesões podem desaparecer com o tempo”, explica.

Segundo ela, em casos de violência sexual, a agilidade é ainda mais essencial para a coleta de vestígios. “Se houver necessidade de atendimento médico, essa deve ser a prioridade, mas a perícia deve ser feita o mais rápido possível”, orienta.


Aumento das denúncias e acolhimento

Renata também destaca o aumento da procura pelos serviços, especialmente por mulheres vítimas de agressão. “Temos observado que mais vítimas estão denunciando e buscando atendimento, o que é fundamental para responsabilizar os agressores”, afirma.


No Instituto Médico Legal (IML), o atendimento é realizado com foco na humanização. “As vítimas recebem acolhimento em espaços reservados, com escuta qualificada e respeito durante todo o processo”, acrescenta.

Compromisso com a sociedade

Para os profissionais, a data também é um momento de valorização da carreira e reflexão sobre o papel desempenhado. “Ser médico-legista é reafirmar diariamente o compromisso de servir à população com dedicação, contribuindo para uma sociedade mais justa”, conclui Zaghetto.

Fonte: Governo MT – MT

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