Polícia Federal
Diretor-Geral da PF aborda medidas para o fortalecimento das forças federais no combate ao crime organizado
Polícia Federal

Brasília/DF. O Governo Federal propôs recentemente um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento das forças federais de segurança pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal, com foco no enfrentamento ao crime organizado e na modernização institucional do setor.
O Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, assina artigo publicado nesta sexta-feira (23/1) no jornal O Estado de São Paulo, no qual analisa as propostas apresentadas, seus fundamentos e os impactos esperados para a atuação das instituições federais de segurança.
Com a iniciativa, busca-se valorizar as carreiras federais, aprimorar a gestão pública e ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de desafios cada vez mais complexos relacionados à criminalidade organizada.
Leia na íntegra o artigo “Valorização e eficiência interessam ao Brasil”:
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Em boa hora, o governo federal propôs a adoção de um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento das forças federais de segurança pública, destinadas aos servidores da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal. A iniciativa integra uma política pública mais ampla voltada à modernização institucional, à gestão por resultados e ao enfrentamento contínuo da criminalidade organizada, ao lado de medidas como a PEC da segurança pública.
Ao fazê-lo, cumpre com sua missão de prover o Brasil com o que sua população merece de melhor, dentro da pauta que, segundo pesquisas, ocupa o topo da preocupação dos cidadãos.
Segurança pública, e por consequência enfrentamento do crime organizado, é imperativo global, desafio das nações, da sociedade civil e do mundo corporativo. Sem segurança, não há desenvolvimento, investimento nem sossego para as pessoas viverem.
As forças federais de segurança desempenham papel basilar na preservação do Estado Democrático de Direito, atuando na proteção das instituições, na garantia da legalidade e na defesa dos direitos fundamentais. Em um cenário marcado pela sofisticação e expansão do crime organizado, inclusive com atuação transnacional, essas instituições precisam manter capacidade permanente de adaptação, inteligência e resposta, o que exige estruturas sólidas, quadros qualificados e instrumentos modernos de gestão pública. Mas segurança não se alcança com frases de efeito, e sim com ações concretas.
Procura-se resgatar, com as medidas propostas, a atratividade da função policial. Vários entes federativos, nos últimos anos, o fizeram, reconhecendo a necessidade de recrutar e manter em seus quadros pessoas aptas, vocacionadas e motivadas ao exercício de tarefas arriscadas, penosas e que exigem capacidades cada vez mais complexas. A União não pode ficar para trás, o que já vem ocorrendo, ao contrário do que, erroneamente, foi noticiado.
O modelo proposto adota diretrizes de gestão por resultados alinhadas aos debates contemporâneos sobre a reforma administrativa, com eficiência, transparência e mensuração de desempenho, buscando correlacionar retribuição variável à entrega efetiva de serviços à sociedade. Além disso, se apoia em precedentes remuneratórios já existentes no próprio Poder Executivo Federal, em nada inovando.
O incentivo à produtividade se funda, entre outras fontes, na recuperação de bens e ativos em poder de criminosos. Solidifica iniciativas que vêm sendo usadas com sucesso pela Polícia Federal, de forma inteligente, e privilegia a atuação completa no enfrentamento do delito, atingindo a musculatura financeira das organizações investigadas, além da tradicional responsabilização criminal.
A igual, ocupa-se com os servidores inativos, já que, na polícia, o perigo não cessa com a aposentadoria nem com o descanso laboral, como a realidade nos fez lembrar em casos recentes. E infelizmente, a inatividade nem sempre é alcançada no fim da carreira; é uma possibilidade diária e atrelada aos riscos da profissão.
O custo vai ser avaliado dentro dos processos próprios, e merece lembrança a exata observação de Elio Gaspari em artigo recente: “O problema da segurança pública pode ter dezenas de soluções, mas está diante de todos a mais simples, barata e eficiente. Trata-se de prestigiar e fortalecer a Polícia Federal” (O Globo e Folha de São Paulo, 13/01/2026).
A Polícia Federal tem o dever permanente de atuar de forma eficiente, republicana e técnica, colocando-se a serviço da população brasileira com rigor, profissionalismo e imparcialidade, atributos que a consolidaram como uma das instituições mais respeitadas do país.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
E-mail: [email protected]
Contato: (61) 2024-8142
Fonte: Polícia Federal

Polícia Federal
PF intensifica ações da Missão Redentor II e prende 14 pessoas em três dias no RJ

Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, entre esta quarta-feira (11/3) e segunda-feira (9/3), três fases da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular núcleos de uma organização criminosa formada por agentes públicos e operadores financeiros que atuavam para favorecer facções do tráfico de drogas e milícias no estado do Rio de Janeiro. A ação se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.
Ao longo dos três dias, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e em municípios da Região Metropolitana. Entre os presos estão dois delegados – um da Polícia Federal e outro da Polícia Civil do Rio de Janeiro -, dois policiais civis e sete policiais militares. Um dos investigados encontra-se foragido no exterior, com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.
Durante as diligências, foram apreendidas armas e acessórios, munições, cerca de R$ 50 mil em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, um veículo e documentos diversos. As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.
Operação Anomalia
Cada etapa da Operação Anomalia foi direcionada à desarticulação de diferentes núcleos da organização criminosa identificada pelas investigações:
Primeira fase (9/3) – As ações tiveram como alvo um grupo responsável por negociar vantagens indevidas em troca de informações e influência para beneficiar um traficante internacional de drogas. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
Segunda fase (10/3) – A investigação avançou sobre um núcleo composto por policiais civis e operadores financeiros, que utilizavam a estrutura estatal para extorquir integrantes de facções criminosas, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, em adição ao bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.
Terceira fase (11/3) – A última etapa teve como alvo policiais militares cooptados pelo crime organizado para facilitar a logística de traficantes e milicianos, blindar criminosos e ocultar recursos ilícitos, utilizando as prerrogativas da função para tal. Com apoio da Corregedoria da PMERJ, foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, entre outros delitos. Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar outros envolvidos no esquema.
Combate ao crime organizado
As apurações são conduzidas no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal e voltada ao enfrentamento de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco na desarticulação de suas conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas.
Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
[email protected]
Fonte: Polícia Federal
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