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Polícia Civil localiza corpo durante investigação de desaparecimento em Rondonópolis

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A Polícia Civil localizou, na manhã desta sexta-feira (30.01), durante as investigações que apuram o desaparecimento de Jair Junio Queiroz Balero, 29 anos, ocorrido no último dia 21 de janeiro, um corpo do sexo masculino.

As equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis realizavam buscas na região de Campo Limpo, zona rural do município, quando localizaram o corpo, a partir de informações repassadas pelos familiares da vítima.

Os policiais chegaram a um antigo poço, que estava com sinais de que havia sido parcialmente soterrado recentemente. O cadáver foi encontrado soterrado a cerca de quatro a cinco metros de profundidade.

O corpo foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), onde serão realizados os exames necessários para confirmar se é da vítima Jair Junio Queiroz Balero, bem como para a definição da causa da morte.

Jair Junio Queiroz Balero é filho de Jair Pedro Balero, de 49 anos, apontado como autor de disparos de arma de fogo contra Deuzimar Rodrigues de Lima, de 48 anos, assassinada no dia 24 de janeiro de 2026, no bairro Vila Mineira, e contra um homem de 56 anos, que permanece hospitalizado em estado grave.

No local do segundo crime, zona rural de Rondonópolis, também foi localizado um veículo em chamas, com um corpo em seu interior, posteriormente identificado como sendo de Jair Pedro Balero.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de apurar uma possível ligação entre os crimes, sendo necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais para a confirmação da identidade do corpo localizado nesta sexta-feira (30.01).

A ação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar e da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), que disponibilizou maquinários para auxiliar nas buscas na região.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 ordens judiciais contra núcleo de facção liderado por mulher em Cáceres

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (7.4), a Operação Coroa Quebrada, para cumprir 21 ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida em diversos crimes, como tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, homicídios qualificados, além da disputa territorial com uma facção rival, no município de Cáceres e região.

São cumpridos, na operação, quatro mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após manifestação favorável do Ministério Público de Cáceres.

As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Entre os alvos, está uma mulher apontada como liderança da facção na região e que atualmente se encontra reclusa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, identificou que o grupo criminoso possui estrutura hierarquizada, divisão clara de tarefas e envolvimento de, pelo menos, 28 pessoas.

A operação conta com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres, Denarc de Cuiabá, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e Delegacia de Polícia de Nova Mutum.

Atuação da facção

Com funções específicas entre seus integrantes, o grupo criminoso era voltado à prática de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e homicídios qualificados, ocorridos em meio à disputa territorial com outra facção criminosa rival.

Por meio das investigações, foi possível elucidar o modo de atuação do grupo investigado, com liderança exercida por uma mulher, que orquestrava mortes, determinava punições e distribuía armas. Mesmo detida, em razão de prisão anterior pela prática de homicídio qualificado, a faccionada continuava a decretar execuções contra membros da facção rival e a gerenciar o tráfico em Cáceres, mantendo contato contínuo com superiores hierárquicos.

Os demais alvos identificados atuavam em diferentes funções, como armeiros da facção, responsáveis por fornecer armas e munições; executores de homicídios, que atuavam sob comando da líder; responsáveis pela logística de drogas e armas; e envolvidos no roubo de veículos em benefício da organização.

“A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, explicou o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, responsável pelas investigações.

Coroa Quebrada

O nome da operação faz referência à líder, conhecida pelo apelido de “Princesa”, que teve a sua “coroa quebrada”, ou seja, sua atuação foi desarticulada com a operação da Polícia Civil.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência para o combate duradouro à criminalidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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