Cultura
Comitês Gestores de Sítios do Patrimônio Mundial Cultural abrem edital
Cultura
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, publicou, nesta sexta-feira, um edital para selecionar representantes da sociedade civil para integrar os Comitês Gestores de Sítios do Patrimônio Mundial Cultural no Brasil.

O objetivo desses comitês é aumentar a participação social de comunidades locais e povos tradicionais na proteção e salvaguarda de dez sítios considerados patrimônios mundiais culturais.
Entre eles, estão os centros históricos das cidades de Diamantina, em Minas Gerais; de Olinda, em Pernambuco; de São Luís e de Salvador. Também fazem parte as Ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul; a Praça São Francisco em São Cristóvão, em Sergipe; as Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar, no Rio de Janeiro; o Santuário do Bom Jesus de Congonhas e a cidade Ouro Preto, ambos em Minas Gerais; além de Brasília.
Podem se candidatar organizações, instituições, comunidades e povos tradicionais, grupos ou coletivos, formalizados ou não, com vínculo nessas localidades e atender a um dos seguintes critérios: ter feito parte da candidatura de algum dos sítios; ser referência cultural e social na região, ser composto por detentores de bens culturais imateriais que têm o sítio como referência; atuar em patrimônio cultural, educação patrimonial, cultura ou em áreas correlatas.
Os representantes do comitê gestor terão o papel de acompanhar e formular recomendações relacionadas ao plano de gestão do sítio em questão; à preservação e uso sustentável do território e à articulação entre entes públicos, privados e comunitários que atuam na gestão do local.
As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de março pelo formulário que consta no edital publicado na data de hoje no Diário Oficial da União e o resultado deve ser divulgado entre os dias 16 e 17 de março.
Cultura
Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio
Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.
“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.
A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.
“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.
Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.
“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.
Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.
“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.
Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.
O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!
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