Agricultura
Valter Furtado Assume Secretaria de Justiça de MT Após Saída de Vitor Hugo
Agricultura

O delegado Vitor Hugo Teixeira deixou o comando da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) em 11 de fevereiro, após liderar a pasta desde sua recriação em janeiro de 2025. O também delegado Valter Furtado assumirá o cargo, com nomeação prevista para 18 de fevereiro, após o feriado de carnaval.
Legado de Vitor Hugo na Sejus
A saída de Teixeira, que ocorreu a pedido, marcou o fim de uma gestão com resultados significativos. Durante seu período na função, a Sejus expandiu o número de vagas no sistema prisional, realizou 954 operações nas unidades e alcançou uma redução de 29% nas fugas entre os anos de 2024 e 2025.
O governador Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta conversaram com o delegado e expressaram agradecimento por sua dedicação ao trabalho desempenhado.
Conheça o Novo Secretário: Valter Furtado
Valter Furtado, que até então atuava como adjunto de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, assume a liderança da Sejus com um histórico profissional robusto.
Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2004, Furtado possui pós-graduações em Direito Penal e Processo Penal (2011) pela Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso, além de Gestão de Segurança Pública (2017) pela Escola de Governo de Mato Grosso. Ele ingressou na Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) como delegado em 2007, após aprovação em concurso público.
Sua carreira inclui passagens pelas Delegacias Municipais de Brasnorte e Sapezal, pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos em Cuiabá e pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), onde ocupou a função de supervisor geral, sendo também comandante de helicóptero, instrutor de voo e checador credenciado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Governo MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Agricultura
Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.
A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.
De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.
No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.
Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.
Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.
Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.
Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.
A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.
PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI
CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.
O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).
Fonte: Pensar Agro
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