Agricultura
Operação Hidra: Polícia Civil desarticula rede de tráfico interestadual entre Cuiabá e Distrito Federal
Agricultura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Hidra para desarticular um grupo criminoso envolvido no tráfico de drogas com atuação interestadual. Foram cumpridas 20 ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, incluindo 10 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão domiciliar, contra investigados que atuavam na comercialização e distribuição de entorpecentes em Cuiabá e Brasília (DF).
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificaram uma rede estruturada de fornecedores de diversas substâncias ilícitas, como maconha e drogas sintéticas. O grupo empregava meios tecnológicos e financeiros sofisticados para viabilizar suas transações.
Objetivos da Operação e Responsabilidades Legais
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, a Operação Hidra visa cumprir as ordens judiciais, apreender drogas, valores, aparelhos celulares e outros elementos probatórios. O trabalho busca interromper as atividades criminosas do grupo e reunir novos elementos para o esclarecimento completo dos fatos. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes cujas penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
Significado dos Nomes das Operações
Operação Hidra
O nome ‘Hidra’ faz referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, simbolizando a estrutura fragmentada e ramificada da organização criminosa. A metáfora destaca a rede de diversos fornecedores interligados, cuja atuação conjunta garantia a continuidade do tráfico de drogas mesmo diante da repressão estatal.
Operação Pharus – Farol da Justiça
A Operação Pharus integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, parte do programa Tolerância Zero de combate a facções criminosas. Seu nome evoca a imagem de um farol que projeta luz constantemente, atravessando a escuridão e alertando sobre perigos. A mensagem é que o Estado atua como ponto de referência seguro, guiando a sociedade e expondo ameaças criminosas para torná-las visíveis e combatíveis.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de O Atual. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Agricultura
Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.
A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.
De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.
No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.
Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.
Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.
Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.
Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.
A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.
PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI
CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.
O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).
Fonte: Pensar Agro
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