Agricultura
Sinop: Prefeito Vistoria e Garante Qualidade em Obras de Saneamento da Águas de Sinop
Agricultura

O prefeito Roberto Dorner, acompanhado do vice-prefeito Paulinho Abreu e da secretária Faira Strapazzon, realizou uma vistoria nas obras de saneamento e recuperação de vias executadas pela concessionária Águas de Sinop. A ação, que verificou pontos críticos nos cruzamentos das avenidas Guarantãs/Embaúbas e Caviúnas/Ingás, surge como resposta às recentes cobranças do Executivo municipal e de seu comitê de fiscalização.
Monitoramento Governamental e Melhorias Observadas
Dorner expressou satisfação com os trabalhos, ressaltando que a empresa está corrigindo pontos anteriormente insatisfatórios e aplicando material adequado para a resistência necessária das vias. Ele solicitou paciência à população, reafirmando o compromisso da gestão em fiscalizar todas as obras para garantir a qualidade esperada pela comunidade.
Ações da Concessionária e Comunicação Estratégica
Tarcísio Freire, gerente operacional da concessionária, detalhou um cronograma abrangente de melhorias de pavimentação, priorizando áreas de maior impacto para os cidadãos. Ele destacou o aprimoramento da comunicação, informando diariamente sobre interdições via redes sociais (@aguasdesinop), Waze e o site da Prefeitura (www.sinop.mt.gov.br), facilitando a organização dos trajetos da população.
O Comitê de Fiscalização: Garantia de Conformidade e Qualidade
A secretária Faira Strapazzon explicou a atuação do comitê de fiscalização, criado a pedido do prefeito e vice-prefeito. Composto por profissionais técnicos das secretarias de Obras, Meio Ambiente, AGER (Agência Reguladora de Sinop) e Governo, o comitê acompanha diretamente as obras para assegurar que a Águas de Sinop cumpra as obrigações contratuais e entregue serviços de alta qualidade. Essa iniciativa, resultado de uma reunião anterior em fevereiro, visa garantir tanto o saneamento básico, essencial para a qualidade de vida, quanto a fluidez do trânsito para a população.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Prefeitura de Sinop. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Agricultura
Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.
A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.
De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.
No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.
Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.
Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.
Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.
Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.
A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.
PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI
CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.
O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).
Fonte: Pensar Agro
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