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Decreto Federal Torna Autocontrole Obrigatório na Cadeia de Insumos Agrícolas

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O governo federal publicou o Decreto 12.858/2026 no Diário Oficial da União, que atualiza as regras de inspeção e fiscalização da produção e comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas. A nova norma modifica o anexo do Decreto 4.954/2004, que regulamenta a Lei 6.894/1980, marco legal do setor de insumos agrícolas.

A Lei do Autocontrole e sua Aplicação

A principal alteração promovida pelo decreto é a adequação do regulamento à Lei 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole. Esta legislação redefiniu o modelo de fiscalização agropecuária no Brasil, transferindo maior responsabilidade às empresas na garantia da qualidade e conformidade de seus produtos.

Na prática, o decreto torna obrigatória a implementação de programas de autocontrole para fabricantes, importadores, misturadores e demais agentes da cadeia de insumos. Esses programas devem incluir procedimentos formais de monitoramento, verificação e correção de falhas em todas as etapas, desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição. A estrutura exigida será proporcional ao porte econômico da empresa e ao risco da atividade.

Novas Regras para Sanções e Incentivos

O texto também regulamenta o regime de sanções administrativas aplicáveis pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Foi criada a categoria de infração 'moderada', que se soma às existentes (leve, grave e gravíssima), redefinindo o enquadramento de condutas. As multas agora seguem os parâmetros da Lei do Autocontrole, com valores escalonados conforme o porte da empresa.

Adicionalmente, o decreto institui o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, de adesão voluntária. Empresas que aderirem e mantiverem um histórico satisfatório poderão, em casos de infrações leves ou moderadas, regularizar pendências mediante notificação, evitando sanções mais severas. Esta medida visa premiar agentes com melhor governança interna.

Impactos e Desafios para a Cadeia Produtiva

Para o produtor rural, o impacto é indireto, mas significativo. O Brasil, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes e dependente de importações (como nitrogenados e potássicos), pode ver qualquer mudança regulatória que altere custos operacionais de fabricantes e distribuidores refletir no preço final pago no campo.

Especialistas do setor avaliam que, no curto prazo, as empresas precisarão investir em adequação documental, rastreabilidade e controle laboratorial, incluindo análises por laboratórios cadastrados no Ministério da Agricultura. Esses custos de compliance podem ser parcialmente repassados à cadeia. Contudo, a expectativa oficial é que maior padronização e clareza de critérios reduzam litígios administrativos e aumentem a previsibilidade regulatória.

Outro ponto sensível é o prazo de adaptação. Estabelecimentos já registrados terão dois anos para se adequar às novas exigências de autocontrole. Esse período é considerado essencial para ajustes estruturais, especialmente para empresas de menor porte, que representam uma parcela considerável da distribuição regional de fertilizantes e corretivos.

Inovação e Qualidade no Setor de Insumos

Do ponto de vista técnico, o decreto atualiza conceitos e definições para incorporar novas categorias de produtos, como biofertilizantes e remineralizadores. Esses segmentos vêm ganhando espaço na agricultura brasileira, impulsionados por demandas de sustentabilidade e eficiência no uso de nutrientes, com crescimento superior ao dos fertilizantes convencionais.

Para o agricultor, a principal consequência prática é a expectativa de maior rastreabilidade e controle sobre a qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Isso, em tese, reduz o risco de aquisição de insumos fora de especificação, que poderiam comprometer a produtividade e elevar custos por hectare, especialmente em culturas de alta intensidade tecnológica como soja e milho.

Este novo marco regulatório reforça uma tendência observada no agronegócio brasileiro: a migração de um modelo de fiscalização predominantemente punitivo para um sistema baseado em gestão de risco e responsabilidade compartilhada. A efetividade da medida dependerá da capacidade de fiscalização do governo e da adaptação das empresas ao novo regime.

Em um setor que movimentou R$ 200 bilhões em 2025 e que é estratégico para a competitividade agrícola do País, alterações regulatórias como essa têm efeito estrutural. O equilíbrio entre rigor técnico, segurança jurídica e custo operacional será determinante para avaliar se o decreto representará avanço em eficiência ou aumento de pressão sobre a cadeia produtiva.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Pensar Agro. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://oatual.com.br

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Cuiabá

Prefeito, primeira-dama e secretária lamentam falecimento da servidora do Hospital São Benedito

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, a primeira-dama Samantha Iris, a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Israel Paniago, lamentam o falecimento da servidora do Hospital Municipal São Benedito, Ariane Jordão, de 28 anos, ocorrido na manhã desta terça-feira (17).

Ariane era servidora dedicada, reconhecida pelo compromisso com o cuidado ao próximo e pela atuação responsável no exercício de suas funções. Sua partida precoce causa comoção entre colegas de trabalho, amigos e toda a rede municipal de saúde. Ela deixa um filho, familiares e uma trajetória marcada pela dedicação ao serviço público.

As autoridades municipais se solidarizam com os familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de dor.

A gestão municipal está prestando apoio à família, aos servidores da unidade e a todos os que conviviam com a colaboradora, com a disponibilização de suporte institucional e acompanhamento psicológico.

Mais informações sobre o caso seguem sendo apuradas, e serão divulgadas oportunamente, respeitando a legislação vigente e o direito à privacidade.

Neste momento de dor, as autoridades reiteram o respeito à memória de Ariane Jordão e se unem em solidariedade a todos os que sofrem com sua perda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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