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Cultura

Festival de documentários “É Tudo Verdade” começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro e em São Paulo, o festival de documentários “É Tudo Verdade”, considerado um dos principais eventos de cinema documental da América Latina. A edição de número 31 conta com 75 filmes, em sessões gratuitas em sete salas de cinema, até o dia 19 de abril.

Mostras

Os títulos que concorrem a premiações estão divididos em quatro mostras:  de longas e médias-metragens brasileiros e internacionais; e de curtas-metragens brasileiros e internacionais. Os documentários vencedores serão anunciados em cerimônia especial, no dia 18, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Todos os títulos contemplados com prêmios serão exibidos novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, no último dia do evento.

Além do eixo de competições, a curadoria criou outras mostras, como Retrospectiva, Homenagens e É Tudinho Verdade, novidade voltada para o público infantil. O festival também disponibilizará dez curtas em streaming, com período de acesso de 20 de abril a 4 de maio.

O festival “É Tudo Verdade” qualifica as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional para inscrição direta, visando a disputa do Oscar de melhor documentário.

A programação completa do evento está em etudoverdade.com.br.

*Com informações da Agência Brasil


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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