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Cultura

Estão abertas as inscrições para participar do Festival Cinefantasy

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As inscrições gratuitas para participar do Cinefantasy se encerram na próxima quinta-feira, dia 30. Trata-se do Festival Internacional de Cinema Fantástico, um dos principais eventos do gênero na América Latina, que ocorrerá entre os dias 8 e 13 de setembro, em São Paulo.

Criado em 2006, o festival premia curtas e longas-metragens fantásticos, incluindo gêneros como: ficção científica, terror e híbridos. Nesse período, 30 países e a média de 90 mil pessoas já marcaram presença no evento que conta com mais de 2200 filmes exibidos.

Para participar da edição deste ano, os interessados podem inscrever quantos filmes desejarem pelas plataformas online Festhome e FilmFreeway. Ao todo, pelo menos 10 longas e 24 curtas serão selecionados, com base em critérios de qualidade artística, originalidade e excelência técnica.

Vale destacar que só serão aceitas produções realizadas nos últimos 2 anos, nunca antes exibidas em festivais da cidade de São Paulo.

As obras selecionadas para o Cinefantasy disputam o Troféu José Mojica Marins – que homenageia “Zé do Caixão”, considerado o “pai do terror” no cinema nacional.

Para mais informações sobre o festival e como participar, acesse os sites do Festhome e FilmFreeway

*Com supervisão de Fábio Cardoso


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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