Agricultura
Conflito no Oriente Médio Pressiona Preço do Trigo e Alerta para Farinha

O avanço do conflito no Irã já começa a impactar a cadeia do trigo no Brasil e preocupa a indústria de moagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o cenário internacional tem provocado uma rápida elevação dos custos, com potencial de reflexos sobre o preço da farinha.
Por meio de nota, a entidade destacou que a alta do petróleo tem puxado o aumento do diesel e dos fretes, tanto no mercado interno quanto no externo. Ao mesmo tempo, as cotações do trigo avançam no Brasil e no exterior, enquanto insumos, embalagens e seguros internacionais também ficam mais caros.
Esse movimento, de acordo com a Abitrigo, cria um ambiente de forte pressão para toda a cadeia produtiva e eleva o risco de repasses ao longo dos próximos meses.
Pressão Interna Agrava Cenário
Além do impacto externo, mudanças tributárias no Brasil têm ampliado a preocupação do setor. A incidência de PIS/Cofins sobre o trigo importado, somada à redução de benefícios fiscais, elevou a carga sobre itens essenciais como a farinha de trigo.
Na avaliação da entidade, esse cenário reduz a capacidade da indústria de absorver custos e aumenta a possibilidade de repasse ao consumidor.
Indústria Busca Conter Efeitos
Mesmo diante do ambiente adverso, a Abitrigo afirma que as empresas têm adotado medidas para mitigar os impactos. Entre as estratégias estão a otimização de estoques, a diversificação de origens do trigo e fornecedores, além da revisão de rotas logísticas e ganhos de eficiência operacional.
O setor também recorre, quando possível, a instrumentos de gestão de risco de preços e mantém diálogo com autoridades para defender medidas que garantam a competitividade e o abastecimento.
“Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirmou o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://www.canalrural.com.br

Agricultura
Cotações da Soja: Mercado Brasileiro Misto com Volatilidade em Chicago e Dólar

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com cotações mistas, influenciado pela volatilidade na Bolsa de Chicago e no câmbio. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os melhores preços foram registrados pela manhã, acompanhando a alta inicial em Chicago.
No entanto, o cenário mudou ao longo do dia com a queda da Bolsa e do dólar, resultando em variações no mercado físico. Posteriormente, o mercado travou, com agentes cautelosos à espera de novos direcionadores, como o relatório de intenção de plantio da nova safra dos Estados Unidos, aguardado para o dia 31.
A comercialização na semana mostrou um avanço, mas de forma moderada e sem grande intensidade.
Preços Regionais da Soja no Brasil
As cotações da soja apresentaram as seguintes variações regionais: Passo Fundo (RS) recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00; Santa Rosa (RS) de R$ 126,00 para R$ 125,00; Cascavel (PR) de R$ 121,00 para R$ 120,00; Rondonópolis (MT) de R$ 110,00 para R$ 109,00. Por outro lado, Dourados (MS) subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00 e Rio Verde (GO) de R$ 110,50 para R$ 111,00.
Cenário Internacional: Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, anulando os ganhos da semana. O movimento foi impulsionado por realização de lucros, enquanto agentes avaliam as novas regras para a produção de biodiesel nos Estados Unidos e se posicionam antes do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estabeleceu metas mais elevadas para a mistura de biocombustíveis em 2026 e 2027, um fator visto como positivo para a demanda agrícola. Paralelamente, espera-se um aumento na área plantada com soja no país, motivado pelos altos custos de fertilizantes, que podem reduzir a área destinada ao milho.
O relatório de intenção de plantio será divulgado na terça-feira, às 13h, com a expectativa do mercado apontando para uma área de 85,55 milhões de acres, superior aos 81,22 milhões do ano anterior.
Além disso, será publicado o relatório de estoques trimestrais, que projeta 2,077 bilhões de bushels em 1º de março, um volume acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Contratos Futuros de Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos de maio finalizaram a US$ 11,59 1/4 por bushel, com queda de 1,23%. A posição de julho encerrou a US$ 11,75 1/4, registrando um recuo de 1,19%.
Entre os subprodutos, o farelo desvalorizou 2,11%, para US$ 315,30 por tonelada, enquanto o óleo recuou 0,89%, cotado a 67,41 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 0,33%, negociado a R$ 5,2382 para venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,2174 e R$ 5,2789, acumulando uma desvalorização de 1,38% na semana.
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Fonte: https://www.canalrural.com.br
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