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Cotações da Soja: Mercado Brasileiro Misto com Volatilidade em Chicago e Dólar

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com cotações mistas, influenciado pela volatilidade na Bolsa de Chicago e no câmbio. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os melhores preços foram registrados pela manhã, acompanhando a alta inicial em Chicago.

No entanto, o cenário mudou ao longo do dia com a queda da Bolsa e do dólar, resultando em variações no mercado físico. Posteriormente, o mercado travou, com agentes cautelosos à espera de novos direcionadores, como o relatório de intenção de plantio da nova safra dos Estados Unidos, aguardado para o dia 31.

A comercialização na semana mostrou um avanço, mas de forma moderada e sem grande intensidade.

Preços Regionais da Soja no Brasil

As cotações da soja apresentaram as seguintes variações regionais: Passo Fundo (RS) recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00; Santa Rosa (RS) de R$ 126,00 para R$ 125,00; Cascavel (PR) de R$ 121,00 para R$ 120,00; Rondonópolis (MT) de R$ 110,00 para R$ 109,00. Por outro lado, Dourados (MS) subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00 e Rio Verde (GO) de R$ 110,50 para R$ 111,00.

Cenário Internacional: Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, anulando os ganhos da semana. O movimento foi impulsionado por realização de lucros, enquanto agentes avaliam as novas regras para a produção de biodiesel nos Estados Unidos e se posicionam antes do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estabeleceu metas mais elevadas para a mistura de biocombustíveis em 2026 e 2027, um fator visto como positivo para a demanda agrícola. Paralelamente, espera-se um aumento na área plantada com soja no país, motivado pelos altos custos de fertilizantes, que podem reduzir a área destinada ao milho.

O relatório de intenção de plantio será divulgado na terça-feira, às 13h, com a expectativa do mercado apontando para uma área de 85,55 milhões de acres, superior aos 81,22 milhões do ano anterior.

Além disso, será publicado o relatório de estoques trimestrais, que projeta 2,077 bilhões de bushels em 1º de março, um volume acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Contratos Futuros de Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos de maio finalizaram a US$ 11,59 1/4 por bushel, com queda de 1,23%. A posição de julho encerrou a US$ 11,75 1/4, registrando um recuo de 1,19%.

Entre os subprodutos, o farelo desvalorizou 2,11%, para US$ 315,30 por tonelada, enquanto o óleo recuou 0,89%, cotado a 67,41 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em queda de 0,33%, negociado a R$ 5,2382 para venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,2174 e R$ 5,2789, acumulando uma desvalorização de 1,38% na semana.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://www.canalrural.com.br

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Boletim Conab: Lavouras de Soja e Milho Apresentam Bom Desenvolvimento

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O mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que as lavouras de soja e milho segunda safra seguem com desenvolvimento acima da média na maior parte do Brasil, mesmo diante de um cenário climático marcado por contrastes. De acordo com o levantamento, os índices de vegetação continuam apontando condições favoráveis nas principais regiões produtoras, refletindo o bom desempenho das lavouras até o momento, apesar da distribuição irregular das chuvas ao longo de março.

Distribuição das Chuvas e Impactos

No período entre os dias 1º e 21 de março, os maiores volumes de precipitação foram registrados no Centro-Norte do país. Se por um lado o excesso de chuvas dificultou a colheita da soja em algumas áreas, por outro, contribuiu para o desenvolvimento das culturas em campo, tanto da primeira quanto da segunda safra.

Análise por Região

Região Norte

O cenário foi predominantemente positivo, com chuvas bem distribuídas e níveis adequados de umidade no solo. Contudo, estados como Pará e Tocantins enfrentaram problemas pontuais durante a colheita da soja devido ao excesso de precipitações. Em Roraima, a ausência de chuvas seguiu dentro da normalidade para o período.

Região Nordeste

As chuvas se concentraram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, beneficiando as lavouras. No entanto, a irregularidade das precipitações no semiárido e as altas temperaturas em parte da Bahia resultaram em restrição hídrica e atrasos na semeadura do milho e feijão segunda safra.

Região Sul

O cenário foi mais desafiador. A irregularidade e o baixo volume de chuvas comprometeram o armazenamento hídrico do solo, afetando o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Região Centro-Oeste

Nesta principal região produtora de grãos, as chuvas foram mais frequentes em Mato Grosso e Goiás. Apesar de atrasos pontuais na colheita da soja, as precipitações ajudaram no desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados na segunda semana do mês foram fundamentais para recuperar a umidade do solo em áreas que enfrentavam déficit hídrico.

Região Sudeste

Os volumes de chuva também favoreceram o campo, com registros mais expressivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ao longo da segunda semana, avançando posteriormente para outras áreas mineiras e o Espírito Santo.

O cenário traçado pela Conab reforça que, apesar dos desafios climáticos regionais, a safra 2025/26 mantém um quadro geral positivo, sustentado pelas boas condições de desenvolvimento das lavouras na maior parte do território nacional.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://www.canalrural.com.br

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