Agricultura
Balança comercial mantém superávit de R$ 20,3 bilhões em janeiro
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Mesmo com um resultado pontualmente negativo na terceira semana, a balança comercial brasileira mantém saldo positivo robusto em janeiro, acumulando superávit de R$ 20,3 bilhões até agora. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19.01) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Na terceira semana de janeiro, o saldo semanal foi negativo em R$ 1,32 bilhão, reflexo de exportações de R$ 27,9 bilhões e importações de R$ 29,2 bilhões. Ainda assim, o desempenho acumulado do mês segue positivo, sustentado pelo forte ritmo das vendas externas e pela retração das importações em relação ao ano passado.
De acordo com o MDIC, a expectativa oficial é de que o superávit comercial brasileiro em 2026 fique entre R$ 378 bilhões e R$ 486 bilhões. As exportações devem alcançar entre R$ 1,84 trilhão e R$ 2,05 trilhões, enquanto as importações são estimadas entre R$ 1,46 trilhão e R$ 1,57 trilhão, confirmando a manutenção de um saldo estruturalmente positivo ao longo do ano.
Exportações crescem em todos os setores
Até a terceira semana de janeiro, as exportações somaram R$ 80,9 bilhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi registrado em todos os grandes segmentos da economia.
A Agropecuária respondeu por R$ 11,9 bilhões, com alta de 16,6%, reforçando o papel do agronegócio como base do superávit comercial. A Indústria Extrativa teve crescimento ainda mais expressivo, de 32,6%, totalizando R$ 26,2 bilhões. Já a Indústria de Transformação exportou R$ 42,4 bilhões, avanço de 10,9% na comparação anual.
Importações recuam e ajudam no saldo positivo
No sentido oposto, as importações totalizaram R$ 60,6 bilhões até a terceira semana do mês, queda de 2,6% frente ao mesmo intervalo de 2025. A retração contribuiu diretamente para a manutenção do superávit acumulado.
As compras externas da Agropecuária somaram R$ 1,23 bilhão, com forte queda de 26%. Na Indústria Extrativa, as importações atingiram R$ 2,75 bilhões, recuo de 8%. Já a Indústria de Transformação respondeu por R$ 56,2 bilhões, retração mais moderada, de 1,7%.
Para analistas, o conjunto dos dados confirma que, apesar de oscilações pontuais semanais, a balança comercial brasileira inicia o ano com fundamentos sólidos, sustentada pelo bom desempenho das exportações — especialmente do agronegócio — e por um ritmo mais contido das importações.
Fonte: Pensar Agro

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Subproduto do etanol de milho ganha espaço nas exportações

A expansão das usinas de etanol de milho no Brasil tem colocado no mercado volumes cada vez maiores de um ingrediente que vem ganhando espaço nas propriedades rurais: o DDGS (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria) um subproduto do processamento do grão utilizado principalmente na alimentação animal.
O produto surge durante a fabricação do etanol. No processo industrial, o amido do milho é convertido em álcool por meio da fermentação. O restante do grão — composto principalmente por proteínas, fibras, gorduras e minerais — permanece no material final, que é desidratado e transformado em um ingrediente utilizado na formulação de rações.
Por concentrar esses nutrientes, o produto se tornou uma alternativa para complementar a dieta de bovinos, suínos e aves. Na pecuária de corte, especialmente em sistemas de confinamento, o ingrediente já é amplamente utilizado como fonte de proteína e energia na alimentação do gado.
Além do teor proteico, o subproduto também fornece gordura e outros componentes energéticos importantes para a dieta dos animais. Por isso, pode substituir parte de ingredientes tradicionais usados nas rações, como milho e farelo de soja, dependendo da formulação nutricional adotada pelo produtor ou pela fábrica de ração.
Outro fator que tem favorecido a adoção do insumo é a disponibilidade contínua ao longo do ano. Diferentemente de grãos e outros produtos agrícolas que dependem do ciclo das safras, o subproduto é gerado diariamente pelas usinas de etanol de milho, garantindo oferta constante ao mercado.
COMMODITY – Atualmente, o Brasil produz pouco mais de 4 milhões de toneladas por ano desse insumo, volume que acompanha o crescimento da indústria de etanol de milho. A expectativa do setor é que essa produção continue aumentando nos próximos anos, podendo se aproximar de 5 milhões de toneladas à medida que novas usinas entrem em operação.
Desse total, uma parcela crescente está sendo destinada ao mercado externo. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 790 mil toneladas do produto. No ano seguinte, as vendas externas subiram para 879 mil toneladas, um aumento de 9,7%, com embarques para 25 países.
Embora ainda represente uma fatia pequena da produção total, o volume exportado cresce rapidamente e reflete uma mudança importante na cadeia do milho: o subproduto do etanol passa a gerar receita adicional para o setor, agregando valor ao processamento do grão.
O avanço das exportações é relativamente recente. Dados do comércio exterior indicam que os embarques saltaram nos últimos anos, acompanhando a expansão das biorrefinarias de milho no Centro-Oeste.
2023: cerca de 600 mil toneladas exportadas
2024: cerca de 790 mil toneladas
2025: cerca de 879 mil toneladas
A tendência de crescimento também aparece nos dados mais recentes. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil já havia exportado quase 486 mil toneladas, alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os principais compradores estão na Ásia e no Oriente Médio, mercados que utilizam o produto principalmente na nutrição de bovinos, suínos e aves.
Entre os destinos que mais importam o produto brasileiro estão:
Mais recentemente, a abertura do mercado chinês passou a ser vista como um divisor de águas para o setor. A China é um dos maiores consumidores globais de ingredientes para ração e pode se tornar rapidamente um dos principais destinos do produto brasileiro.
A produção e as exportações estão fortemente concentradas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, onde se localiza a maior parte das usinas de etanol de milho do País.
O Estado responde por cerca de 80% a 85% das exportações brasileiras desse produto, reflexo direto da expansão da indústria de biocombustíveis baseada no cereal.
Para especialistas do setor, o crescimento do DDG representa uma nova forma de agregar valor ao milho brasileiro. Ao transformar o grão em etanol, a indústria também gera volumes significativos de proteína vegetal concentrada, que passa a ser utilizada na alimentação animal no Brasil e no exterior.
Na prática, isso significa que uma parte do milho produzido no País deixa de ser vendida apenas como grão e passa a entrar em uma cadeia industrial que gera dois produtos comerciais: biocombustível e ingredientes para ração.
Com o aumento da produção de etanol de milho e a abertura de novos mercados externos, a expectativa é que o DDG consolide gradualmente seu espaço como mais uma commodity ligada ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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