Agricultura
Câmaras setoriais visam reorganizar as principais cadeias do agronegócio
Agricultura

A Bahia prepara uma nova etapa de articulação com o setor produtivo ao relançar sua estrutura de câmaras setoriais, instrumento tradicional de planejamento e coordenação de políticas para o agronegócio.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) firmou nesta segunda-feira (01.12), um termo de cooperação com a Fundação Luís Eduardo Magalhães para reativar e implantar até 22 câmaras voltadas às cadeias consideradas estratégicas no Estado. O acordo prevê investimentos de até R$ 10 milhões, com prazo de execução de 12 meses.
O programa abrange segmentos que respondem por parte significativa da economia agropecuária baiana — entre eles algodão, carne, leite, florestas plantadas, aves, pesca e aquicultura, grãos, mel, cacau, sisal, citros e dendê. A expectativa é reconstruir espaços de interlocução que perderam fôlego nos últimos anos, retomando um canal formal de diálogo entre governo, entidades, produtores e indústria. Cada câmara deverá realizar quatro reuniões ordinárias por ano, além de encontros extraordinários quando necessário.
A iniciativa busca modernizar a governança das cadeias produtivas em um momento de transformações relevantes no campo. O avanço da agricultura irrigada, a ampliação da área de grãos no Oeste, a recuperação da cacauicultura, o crescimento da fruticultura e o esforço para reorganizar a pecuária leiteira exigem maior coordenação entre políticas públicas, investimentos privados e ações de extensão rural — pontos que tendem a ganhar espaço nas câmaras reativadas.
Os recursos previstos no acordo serão direcionados à mobilização dos diversos elos das cadeias, à contratação de equipes técnicas, à organização das reuniões e ao suporte logístico, incluindo transporte e diárias para participantes. Também estão previstas caravanas técnicas, voltadas à troca de experiências e à difusão de práticas de gestão, tecnologia e sustentabilidade no interior do Estado.
Com a reestruturação, o governo baiano espera recompor um instrumento considerado essencial para destravar gargalos históricos, padronizar agendas, fortalecer a competitividade regional e melhorar o alinhamento das prioridades do setor com o planejamento público. A meta é que as câmaras voltem a funcionar como fóruns permanentes de diagnóstico, coordenação e proposição — papel que, para o agronegócio baiano, tende a ser decisivo diante de um cenário de mercado cada vez mais complexo e competitivo.
Fonte: Pensar Agro

Agricultura
Subproduto do etanol de milho ganha espaço nas exportações

A expansão das usinas de etanol de milho no Brasil tem colocado no mercado volumes cada vez maiores de um ingrediente que vem ganhando espaço nas propriedades rurais: o DDGS (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria) um subproduto do processamento do grão utilizado principalmente na alimentação animal.
O produto surge durante a fabricação do etanol. No processo industrial, o amido do milho é convertido em álcool por meio da fermentação. O restante do grão — composto principalmente por proteínas, fibras, gorduras e minerais — permanece no material final, que é desidratado e transformado em um ingrediente utilizado na formulação de rações.
Por concentrar esses nutrientes, o produto se tornou uma alternativa para complementar a dieta de bovinos, suínos e aves. Na pecuária de corte, especialmente em sistemas de confinamento, o ingrediente já é amplamente utilizado como fonte de proteína e energia na alimentação do gado.
Além do teor proteico, o subproduto também fornece gordura e outros componentes energéticos importantes para a dieta dos animais. Por isso, pode substituir parte de ingredientes tradicionais usados nas rações, como milho e farelo de soja, dependendo da formulação nutricional adotada pelo produtor ou pela fábrica de ração.
Outro fator que tem favorecido a adoção do insumo é a disponibilidade contínua ao longo do ano. Diferentemente de grãos e outros produtos agrícolas que dependem do ciclo das safras, o subproduto é gerado diariamente pelas usinas de etanol de milho, garantindo oferta constante ao mercado.
COMMODITY – Atualmente, o Brasil produz pouco mais de 4 milhões de toneladas por ano desse insumo, volume que acompanha o crescimento da indústria de etanol de milho. A expectativa do setor é que essa produção continue aumentando nos próximos anos, podendo se aproximar de 5 milhões de toneladas à medida que novas usinas entrem em operação.
Desse total, uma parcela crescente está sendo destinada ao mercado externo. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 790 mil toneladas do produto. No ano seguinte, as vendas externas subiram para 879 mil toneladas, um aumento de 9,7%, com embarques para 25 países.
Embora ainda represente uma fatia pequena da produção total, o volume exportado cresce rapidamente e reflete uma mudança importante na cadeia do milho: o subproduto do etanol passa a gerar receita adicional para o setor, agregando valor ao processamento do grão.
O avanço das exportações é relativamente recente. Dados do comércio exterior indicam que os embarques saltaram nos últimos anos, acompanhando a expansão das biorrefinarias de milho no Centro-Oeste.
2023: cerca de 600 mil toneladas exportadas
2024: cerca de 790 mil toneladas
2025: cerca de 879 mil toneladas
A tendência de crescimento também aparece nos dados mais recentes. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil já havia exportado quase 486 mil toneladas, alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os principais compradores estão na Ásia e no Oriente Médio, mercados que utilizam o produto principalmente na nutrição de bovinos, suínos e aves.
Entre os destinos que mais importam o produto brasileiro estão:
Mais recentemente, a abertura do mercado chinês passou a ser vista como um divisor de águas para o setor. A China é um dos maiores consumidores globais de ingredientes para ração e pode se tornar rapidamente um dos principais destinos do produto brasileiro.
A produção e as exportações estão fortemente concentradas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, onde se localiza a maior parte das usinas de etanol de milho do País.
O Estado responde por cerca de 80% a 85% das exportações brasileiras desse produto, reflexo direto da expansão da indústria de biocombustíveis baseada no cereal.
Para especialistas do setor, o crescimento do DDG representa uma nova forma de agregar valor ao milho brasileiro. Ao transformar o grão em etanol, a indústria também gera volumes significativos de proteína vegetal concentrada, que passa a ser utilizada na alimentação animal no Brasil e no exterior.
Na prática, isso significa que uma parte do milho produzido no País deixa de ser vendida apenas como grão e passa a entrar em uma cadeia industrial que gera dois produtos comerciais: biocombustível e ingredientes para ração.
Com o aumento da produção de etanol de milho e a abertura de novos mercados externos, a expectativa é que o DDG consolide gradualmente seu espaço como mais uma commodity ligada ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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