Agricultura

Conflito no Oriente Médio Pressiona Preço do Trigo e Alerta para Farinha

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O avanço do conflito no Irã já começa a impactar a cadeia do trigo no Brasil e preocupa a indústria de moagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o cenário internacional tem provocado uma rápida elevação dos custos, com potencial de reflexos sobre o preço da farinha.

Por meio de nota, a entidade destacou que a alta do petróleo tem puxado o aumento do diesel e dos fretes, tanto no mercado interno quanto no externo. Ao mesmo tempo, as cotações do trigo avançam no Brasil e no exterior, enquanto insumos, embalagens e seguros internacionais também ficam mais caros.

Esse movimento, de acordo com a Abitrigo, cria um ambiente de forte pressão para toda a cadeia produtiva e eleva o risco de repasses ao longo dos próximos meses.

Pressão Interna Agrava Cenário

Além do impacto externo, mudanças tributárias no Brasil têm ampliado a preocupação do setor. A incidência de PIS/Cofins sobre o trigo importado, somada à redução de benefícios fiscais, elevou a carga sobre itens essenciais como a farinha de trigo.

Na avaliação da entidade, esse cenário reduz a capacidade da indústria de absorver custos e aumenta a possibilidade de repasse ao consumidor.

Indústria Busca Conter Efeitos

Mesmo diante do ambiente adverso, a Abitrigo afirma que as empresas têm adotado medidas para mitigar os impactos. Entre as estratégias estão a otimização de estoques, a diversificação de origens do trigo e fornecedores, além da revisão de rotas logísticas e ganhos de eficiência operacional.

O setor também recorre, quando possível, a instrumentos de gestão de risco de preços e mantém diálogo com autoridades para defender medidas que garantam a competitividade e o abastecimento.

“Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirmou o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://www.canalrural.com.br

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Agricultura

Ministro Carlos Fávaro é exonerado para garantir voto decisivo em relatório da CPMI do INSS

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Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, foi oficialmente exonerado de seu cargo nesta sexta-feira (27), conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida permite o retorno de Fávaro ao Senado, em um momento estratégico para o governo federal devido à iminente votação do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Rural (INSS).

Retorno Estratégico para Votação Crucial

A suplente de Fávaro, senadora Margareth Buzetti, que ocupava a vaga no colegiado, interpretou a exoneração como uma manobra do Palácio do Planalto. Segundo ela, a ação visa garantir o voto do ministro na CPMI, indicando uma possível preocupação do governo com o teor do relatório final. 'O governo deve estar com muito medo do relatório', declarou Buzetti.

Posicionamento da Suplente e Indiciamentos do Relatório

Margareth Buzetti afirmou que, se permanecesse na função, votaria favoravelmente aos indiciamentos propostos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar. Entre os nomes mencionados no relatório estaria Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

A senadora destacou que deixa o cargo 'de cabeça erguida', reforçando a importância da apuração dos fatos de forma independente, sem vinculação a governos. Ela teceu críticas a eventuais desvios de recursos públicos, salientando o impacto negativo direto sobre aposentados e a população em geral.

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