Agricultura
Duplicação da MT-240 e Novos Investimentos Impulsionam Desenvolvimento em Arenápolis e Nortelândia
Agricultura

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) participou da solenidade que oficializou a duplicação da rodovia MT-240, no trecho de aproximadamente 9,14 quilômetros entre Arenápolis e Nortelândia. Esta é uma iniciativa aguardada pela população da região médio-norte. A obra, que inclui o alargamento da ponte sobre o Rio Santana, promete melhorar as condições de tráfego, aumentar a segurança para motoristas e reduzir acidentes. No mesmo evento, foram também assinados convênios e anunciados novos investimentos em infraestrutura urbana e apoio à agricultura familiar para ambos os municípios.
A Articulação de Eduardo Botelho pela Rodovia
Como um dos principais articuladores do projeto, Botelho destacou sua ligação histórica com a região, lembrando que a duplicação da MT-240 é uma demanda antiga, que acompanha desde a década de 1980, quando chegou a Arenápolis. Ele enfatizou que a concretização desse sonho representa anos de luta ao lado da população local. O parlamentar ressaltou que a obra é fruto de um esforço conjunto, envolvendo o prefeito de Arenápolis, Éder Marquis (PP), vereadores parceiros, o senador Jayme Campos (União), além da autorização do governador Mauro Mendes (União) e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Compromisso do Governo de Mato Grosso
O governador Mauro Mendes (União) reforçou que a duplicação da "Reta de Arenápolis – Nortelândia", prometida por gestões anteriores, só foi viabilizada pelo atual governo devido ao equilíbrio fiscal e à prioridade dada a investimentos em infraestrutura. Mendes salientou a importância da parceria com a Assembleia Legislativa, citando os deputados Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco (União), como fundamental para expandir a capacidade de investimento do Estado, posicionando Mato Grosso como líder nacional em investimentos. Ele reiterou o cumprimento da promessa de uma obra que parecia inatingível.
Reconhecimento da Comunidade Local
Edmilson Martins Barbosa, conhecido como Nino, morador e ex-vereador por cinco mandatos em Arenápolis, apontou a duplicação da MT-240 como uma bandeira comunitária essencial para a redução de acidentes no trecho. Ele atribuiu o avanço do projeto à persistência do deputado Eduardo Botelho e ao empenho do prefeito Éder Marquis, afirmando que a obra é uma vitória para todos os moradores após mais de 20 anos de luta.
Detalhes dos Investimentos Adicionais
Além da duplicação da MT-240, o Governo do Estado autorizou importantes obras em Nortelândia, com um investimento total de cerca de R$ 49,9 milhões. Entre as ações previstas, destacam-se a pavimentação de ruas, obras de canalização e drenagem nas grotas Santa Luzia e Santana, e a duplicação, restauração e alargamento da ponte sobre o Rio Santana, com 9,14 quilômetros de intervenções. Em Arenápolis, os investimentos somam aproximadamente R$ 22,76 milhões, contemplando pavimentação e drenagem em bairros, a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio São Francisco Sucuri, obras esportivas e 75 unidades habitacionais pelo programa Ser Família Habitação. O município também foi beneficiado com a cessão de um caminhão-pipa e um caminhão basculante para fortalecer a agricultura familiar.
As autorizações foram formalizadas pelo governador Mauro Mendes, pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), pelos deputados estaduais Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, Dr. João (MDB), Beto Dois a Um (PSB), Paulo Araújo (PP) e Chico Guarnieri (PRD), e pelos prefeitos de Nortelândia, Mariano Gomes (União Brasil), e de Arenápolis, Éder Marquis. O evento, que reuniu diversas lideranças políticas e comunitárias da região, marca uma nova fase de investimentos estruturais no médio-norte de Mato Grosso.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de ALMT – MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Agricultura
Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.
A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.
De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.
No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.
Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.
Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.
Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.
Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.
A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.
PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI
CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.
O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).
Fonte: Pensar Agro
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