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Ministro Carlos Fávaro é exonerado para garantir voto decisivo em relatório da CPMI do INSS

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Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, foi oficialmente exonerado de seu cargo nesta sexta-feira (27), conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida permite o retorno de Fávaro ao Senado, em um momento estratégico para o governo federal devido à iminente votação do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Rural (INSS).

Retorno Estratégico para Votação Crucial

A suplente de Fávaro, senadora Margareth Buzetti, que ocupava a vaga no colegiado, interpretou a exoneração como uma manobra do Palácio do Planalto. Segundo ela, a ação visa garantir o voto do ministro na CPMI, indicando uma possível preocupação do governo com o teor do relatório final. 'O governo deve estar com muito medo do relatório', declarou Buzetti.

Posicionamento da Suplente e Indiciamentos do Relatório

Margareth Buzetti afirmou que, se permanecesse na função, votaria favoravelmente aos indiciamentos propostos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar. Entre os nomes mencionados no relatório estaria Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

A senadora destacou que deixa o cargo 'de cabeça erguida', reforçando a importância da apuração dos fatos de forma independente, sem vinculação a governos. Ela teceu críticas a eventuais desvios de recursos públicos, salientando o impacto negativo direto sobre aposentados e a população em geral.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais do Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://www.canalrural.com.br

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Cotações da Soja: Mercado Brasileiro Misto com Volatilidade em Chicago e Dólar

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com cotações mistas, influenciado pela volatilidade na Bolsa de Chicago e no câmbio. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os melhores preços foram registrados pela manhã, acompanhando a alta inicial em Chicago.

No entanto, o cenário mudou ao longo do dia com a queda da Bolsa e do dólar, resultando em variações no mercado físico. Posteriormente, o mercado travou, com agentes cautelosos à espera de novos direcionadores, como o relatório de intenção de plantio da nova safra dos Estados Unidos, aguardado para o dia 31.

A comercialização na semana mostrou um avanço, mas de forma moderada e sem grande intensidade.

Preços Regionais da Soja no Brasil

As cotações da soja apresentaram as seguintes variações regionais: Passo Fundo (RS) recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00; Santa Rosa (RS) de R$ 126,00 para R$ 125,00; Cascavel (PR) de R$ 121,00 para R$ 120,00; Rondonópolis (MT) de R$ 110,00 para R$ 109,00. Por outro lado, Dourados (MS) subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00 e Rio Verde (GO) de R$ 110,50 para R$ 111,00.

Cenário Internacional: Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, anulando os ganhos da semana. O movimento foi impulsionado por realização de lucros, enquanto agentes avaliam as novas regras para a produção de biodiesel nos Estados Unidos e se posicionam antes do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estabeleceu metas mais elevadas para a mistura de biocombustíveis em 2026 e 2027, um fator visto como positivo para a demanda agrícola. Paralelamente, espera-se um aumento na área plantada com soja no país, motivado pelos altos custos de fertilizantes, que podem reduzir a área destinada ao milho.

O relatório de intenção de plantio será divulgado na terça-feira, às 13h, com a expectativa do mercado apontando para uma área de 85,55 milhões de acres, superior aos 81,22 milhões do ano anterior.

Além disso, será publicado o relatório de estoques trimestrais, que projeta 2,077 bilhões de bushels em 1º de março, um volume acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Contratos Futuros de Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos de maio finalizaram a US$ 11,59 1/4 por bushel, com queda de 1,23%. A posição de julho encerrou a US$ 11,75 1/4, registrando um recuo de 1,19%.

Entre os subprodutos, o farelo desvalorizou 2,11%, para US$ 315,30 por tonelada, enquanto o óleo recuou 0,89%, cotado a 67,41 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em queda de 0,33%, negociado a R$ 5,2382 para venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,2174 e R$ 5,2789, acumulando uma desvalorização de 1,38% na semana.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Canal Rural. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://www.canalrural.com.br

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