Agricultura
Lucas do Rio Verde: Prefeitura Decreta Ponto Facultativo de Carnaval nos Dias 16 e 17 de Fevereiro
Agricultura

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde decretou ponto facultativo nas repartições públicas da administração direta e indireta do Município nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2026, segunda e terça-feira, em alusão ao período de Carnaval. A medida foi formalizada pelo Decreto Municipal nº 7.416/2026. O expediente no Paço Municipal será retomado na quarta-feira (18), com atendimento ao público das 7h às 13h.
Serviços Essenciais Mantidos
Durante o período de ponto facultativo, os serviços públicos considerados essenciais serão mantidos sem alterações, operando conforme as atribuições de cada secretaria. Isso inclui a Guarda Civil Municipal, a coleta de lixo e os setores operacionais do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).
Canais de Atendimento de Urgência
Para solicitações de religação de água ou comunicação de vazamentos, o plantão do Saae pode ser contatado pelo telefone 115. A Guarda Civil Municipal está disponível pelo 153 ou via WhatsApp no número (65) 3549-7130. O Conselho Tutelar oferece atendimento de plantão pelos números (65) 3548-2518 e (65) 99241-8162.
Atendimento na Área da Saúde
A Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque das Emas atenderá nos dias 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira), das 13h às 18h.
O Pronto Atendimento Municipal (PAM) e a Farmácia de Urgência e Emergência, anexa à unidade, funcionarão normalmente, das 6h à meia-noite.
Entre meia-noite e 6h, os atendimentos de saúde devem ser direcionados ao Hospital São Lucas.
Setores com Expediente Suspenso
Os demais setores não classificados como essenciais acompanharão o ponto facultativo estabelecido pelo Decreto nº 7.416/2026. Dessa forma, unidades como escolas municipais, a Galeria Central de Serviços (que engloba Sine, Sala do Empreendedor, Procon, Junta Militar e Central de Identificação), Cras, Creas, Departamento de Habitação, atendimento ao público do Saae, oficinas culturais e as atividades do programa Viva Lucas não terão expediente nos dias 16 e 17 de fevereiro, retomando o atendimento normal na quarta-feira (18).
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Agricultura
Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.
A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.
De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.
No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.
Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.
Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.
Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.
Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.
A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.
PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI
CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.
O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).
Fonte: Pensar Agro
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