Agricultura
Show Rural Coopavel abre calendário do agro e projeta bilhões em negócios
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Começa no próximo dia 9 de fevereiro, em Cascavel (506 km da capital, Curitiba), no Paraná, o Show Rural Coopavel de 2026. A feira, considerada uma das principais vitrines de tecnologia do agronegócio da América Latina, deve reunir mais de 600 expositores nacionais e internacionais e gerar negócios bilionários. Na edição de 2025, o evento registrou números históricos: cerca de 407 mil visitantes nos cinco dias e uma movimentação financeira superior a R$ 7,05 bilhões, cifra que superou em quase R$ 1 bilhão o resultado do ano anterior.
Esse desempenho coloca o Show Rural entre os maiores eventos de agro da América Latina e confirma sua relevância como termômetro da confiança do setor em relação ao ciclo que se inicia. Para muitos fornecedores de máquinas, insumos, biotecnologia e soluções digitais, a feira não é apenas um espaço de exposição, mas um ponto de partida para projeções de vendas ao longo do ano.
Além dos números globais, o evento também tem efeito econômico direto na região Oeste do Paraná. Estimativas apontam que o Show Rural injeta cerca de R$ 200 milhões na economia local por edição, com impacto em setores como hotelaria, alimentação, transporte e serviços durante o período de preparação e realização da feira.
Outro elemento que reforça o papel econômico da feira é a presença de instituições financeiras e cooperativas de crédito que usam o evento como plataforma de aproximação com produtores e formalização de propostas de financiamento. Por exemplo, na edição de 2025, o Banco do Brasil estimou receber cerca de R$ 2 bilhões em propostas de crédito agrícola durante o evento, um crescimento relevante frente ao ano anterior e um indicador da disposição de investimento dos produtores.
A feira também tem se adaptado às demandas do setor, ampliando espaços como o dedicado à agroindústria familiar e investindo em infraestrutura para elevar a experiência do visitante, aspectos que podem impulsionar ainda mais o potencial de negócios em 2026.
SAIBA MAIS
Volume de negócios: A edição de 2025 movimentou R$ 7,05 bilhões, maior resultado até hoje, refletindo intenção real de compra e contratos assinados durante o evento.
Público e networking: Mais de 400 mil pessoas participaram, ampliando oportunidades de contato entre produtores, fornecedores e instituições financeiras.
Indústria de máquinas e implementos: Relatórios indicaram crescimento nas intenções de compra de equipamentos, mesmo em contexto de juros elevados, um sinal da busca por produtividade.
Economia local: Estimativas apontam cerca de R$ 200 milhões em impacto direto na economia de Cascavel e regiões adjacentes por edição.
Financiamentos e crédito: Bancos projetam bilhões em propostas de crédito negociadas ou formalizadas no evento, fortalecendo a liquidez e capacidade de investimento do produtor.
Serviço — Show Rural Coopavel
Quando: 9 a 13 de fevereiro de 2026
Onde: Parque da Coopavel, Cascavel (PR)
Expositores: cerca de 600
Público esperado: mais de 360 mil visitantes
Perfil: máquinas, insumos, tecnologia, crédito rural
Entrada: gratuita
Fonte: Pensar Agro

Agricultura
Subproduto do etanol de milho ganha espaço nas exportações

A expansão das usinas de etanol de milho no Brasil tem colocado no mercado volumes cada vez maiores de um ingrediente que vem ganhando espaço nas propriedades rurais: o DDGS (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria) um subproduto do processamento do grão utilizado principalmente na alimentação animal.
O produto surge durante a fabricação do etanol. No processo industrial, o amido do milho é convertido em álcool por meio da fermentação. O restante do grão — composto principalmente por proteínas, fibras, gorduras e minerais — permanece no material final, que é desidratado e transformado em um ingrediente utilizado na formulação de rações.
Por concentrar esses nutrientes, o produto se tornou uma alternativa para complementar a dieta de bovinos, suínos e aves. Na pecuária de corte, especialmente em sistemas de confinamento, o ingrediente já é amplamente utilizado como fonte de proteína e energia na alimentação do gado.
Além do teor proteico, o subproduto também fornece gordura e outros componentes energéticos importantes para a dieta dos animais. Por isso, pode substituir parte de ingredientes tradicionais usados nas rações, como milho e farelo de soja, dependendo da formulação nutricional adotada pelo produtor ou pela fábrica de ração.
Outro fator que tem favorecido a adoção do insumo é a disponibilidade contínua ao longo do ano. Diferentemente de grãos e outros produtos agrícolas que dependem do ciclo das safras, o subproduto é gerado diariamente pelas usinas de etanol de milho, garantindo oferta constante ao mercado.
COMMODITY – Atualmente, o Brasil produz pouco mais de 4 milhões de toneladas por ano desse insumo, volume que acompanha o crescimento da indústria de etanol de milho. A expectativa do setor é que essa produção continue aumentando nos próximos anos, podendo se aproximar de 5 milhões de toneladas à medida que novas usinas entrem em operação.
Desse total, uma parcela crescente está sendo destinada ao mercado externo. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 790 mil toneladas do produto. No ano seguinte, as vendas externas subiram para 879 mil toneladas, um aumento de 9,7%, com embarques para 25 países.
Embora ainda represente uma fatia pequena da produção total, o volume exportado cresce rapidamente e reflete uma mudança importante na cadeia do milho: o subproduto do etanol passa a gerar receita adicional para o setor, agregando valor ao processamento do grão.
O avanço das exportações é relativamente recente. Dados do comércio exterior indicam que os embarques saltaram nos últimos anos, acompanhando a expansão das biorrefinarias de milho no Centro-Oeste.
2023: cerca de 600 mil toneladas exportadas
2024: cerca de 790 mil toneladas
2025: cerca de 879 mil toneladas
A tendência de crescimento também aparece nos dados mais recentes. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil já havia exportado quase 486 mil toneladas, alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os principais compradores estão na Ásia e no Oriente Médio, mercados que utilizam o produto principalmente na nutrição de bovinos, suínos e aves.
Entre os destinos que mais importam o produto brasileiro estão:
Mais recentemente, a abertura do mercado chinês passou a ser vista como um divisor de águas para o setor. A China é um dos maiores consumidores globais de ingredientes para ração e pode se tornar rapidamente um dos principais destinos do produto brasileiro.
A produção e as exportações estão fortemente concentradas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, onde se localiza a maior parte das usinas de etanol de milho do País.
O Estado responde por cerca de 80% a 85% das exportações brasileiras desse produto, reflexo direto da expansão da indústria de biocombustíveis baseada no cereal.
Para especialistas do setor, o crescimento do DDG representa uma nova forma de agregar valor ao milho brasileiro. Ao transformar o grão em etanol, a indústria também gera volumes significativos de proteína vegetal concentrada, que passa a ser utilizada na alimentação animal no Brasil e no exterior.
Na prática, isso significa que uma parte do milho produzido no País deixa de ser vendida apenas como grão e passa a entrar em uma cadeia industrial que gera dois produtos comerciais: biocombustível e ingredientes para ração.
Com o aumento da produção de etanol de milho e a abertura de novos mercados externos, a expectativa é que o DDG consolide gradualmente seu espaço como mais uma commodity ligada ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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