Cuiabá
ALMT Aprofunda Apuração de Acordo de Restituição de ICMS à Oi
Cuiabá

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou uma oitiva para esclarecer acordos sobre a devolução de aproximadamente R$ 308 milhões em ICMS à empresa de telefonia Oi S.A. Esta audiência, solicitada pelas Lideranças Partidárias, faz parte das ações de fiscalização do Parlamento para avaliar a legalidade, os critérios e os impactos financeiros desses entendimentos para o estado.
Foram ouvidos os procuradores do estado Luís Otávio Trovo Marques de Souza, Diego Marques Santana Miyoshi, Leonardo Vieira de Souza e o procurador-geral Francisco Lopes. Eles prestaram esclarecimentos sobre manifestações técnicas e fundamentos jurídicos adotados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) em processos que levaram ao acordo com a concessionária, atualmente em recuperação judicial. A convocação ocorreu após denúncias apresentadas pelo ex-governador Pedro Taques.
Francisco Lopes explicou que a PGE pode decidir não contestar judicialmente uma ação se avaliar que o risco para o Estado, incluindo custos com honorários e penalidades processuais, é maior que o benefício. No caso da Oi, o Supremo Tribunal Federal já havia declarado a inconstitucionalidade da cobrança, restando apenas definir a forma de devolução dos valores. Lopes mencionou que em um dos processos, a Justiça extinguiu a ação sem analisar o mérito, o que a PGE entende não ter causado prejuízo financeiro ao Estado.
Deputados presentes, como Wilson Santos (PSD), destacaram a necessidade de aprofundar a análise do caso. Santos expressou dúvidas relevantes sobre a condução do acordo, dada a quantia envolvida e a aparente ausência de formalidades. Ele enfatizou o papel fiscalizador do Parlamento na busca por detalhes sobre o destino dos recursos e os procedimentos adotados.
Wilson Santos também cobrou maior transparência, apesar de reconhecer a importância de mecanismos de consenso e negociação. Ele questionou aspectos como a publicação do acordo, o cumprimento de prazos legais, a existência de previsão orçamentária e a real vantagem da negociação para os cofres públicos.
A audiência contou com a participação dos deputados Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (União). O procurador-geral adjunto do estado, Luiz Alexandre Combat de Faria Tavares, havia sido convocado, mas informou previamente sua impossibilidade de comparecer.
Ao final da oitiva, os deputados indicaram que a PGE será solicitada a fornecer novos documentos e que outros agentes públicos poderão ser chamados para prestar esclarecimentos. A Assembleia Legislativa continuará acompanhando o caso, priorizando a transparência, a proteção do interesse público e o uso adequado dos recursos estaduais.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de ALMT – MT. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Cuiabá
Comissão aprova projeto que isenta as mulheres vítimas de violência da taxa de inscrição em concursos

A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, nesta segunda-feira (16), reunião ordinária para análise de matérias em tramitação na Casa. Durante o encontro, foram aprovados dois projetos de lei que tratam de políticas públicas voltadas à proteção social e à reorganização administrativa do município.
Participaram da reunião a vice-presidente da comissão, a vereadora Samantha Íris (PL), e o membro titular, vereador Alex Rodrigues (Podemos).
Entre as matérias aprovadas está o Processo nº 36904/2025, de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), que propõe a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos e processos seletivos para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta busca ampliar o acesso dessas mulheres a oportunidades de emprego no serviço público, contribuindo para a autonomia financeira e a reconstrução de suas vidas.
Também foi aprovado o Processo nº 9551/2026, projeto de lei complementar de autoria do Executivo municipal que altera dispositivos da legislação administrativa para fortalecer a política de proteção animal em Cuiabá. A proposta modifica a Lei Complementar nº 436/2017 e a Lei Complementar nº 555/2025, permitindo ajustes na organização da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal e no funcionamento do Conselho Municipal de Bem-Estar Animal.
De acordo com a justificativa do Executivo, a medida promove uma reorganização administrativa que visa melhorar a coordenação e a gestão das políticas públicas voltadas à proteção animal no município, sem gerar aumento de despesas. O projeto também amplia a possibilidade de designação de responsável técnico para o setor, incluindo servidores ocupantes de cargos comissionados, o que busca dar maior flexibilidade administrativa à gestão pública.
Com a aprovação na comissão, os projetos seguem agora para apreciação dos vereadores em Plenário.
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