Cuiabá
FPA Suspende Projeto da Lei de Cultivares Após Reclamações e Alterações Controvertidas
Cuiabá

A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) decidiu retirar de tramitação na Câmara dos Deputados o projeto de lei que propõe alterações na Lei de Cultivares. O projeto, de autoria do deputado federal Giovani Cherini, era considerado uma prioridade para 2026, mas enfrentou forte oposição e críticas de agricultores, especialmente no Rio Grande do Sul.
Segundo Cherini, a falta de clareza para os produtores gaúchos exigia uma discussão mais ampla e inclusiva. O debate acabou por envolver outras questões, como o endividamento e a cobrança de royalties. O parlamentar foi enfático ao declarar: “Enquanto o último gaúcho não compreender o benefício da lei, será retirada da discussão.”
Protocolado em 2019, o projeto de lei inicialmente focava apenas no prazo do direito de proteção de novas cultivares. Contudo, a proposta passou por modificações substanciais, e o substitutivo aprovado na Comissão de Agricultura introduziu ao menos quatro pontos de mudança na legislação existente.
Ampliação do Prazo de Proteção de Cultivares
Atualmente, a Lei de Cultivares estabelece um prazo de 15 anos para a proteção de uma nova cultivar, com exceção de plantas ornamentais, árvores frutíferas e florestais, que possuem 18 anos de proteção, a partir da emissão do certificado. A proposta visava estender o prazo base para 20 anos e, para as exceções, para 25 anos, incluindo também cultivares de batata, cana-de-açúcar, gramíneas e leguminosas forrageiras na lista de proteção ampliada.
Royalties sobre Sementes e Mudas Salvas
O projeto também abordava as sementes e mudas salvas, que são parte da colheita guardada pelo agricultor para novo plantio. Embora a legislação vigente já permita essa prática, o texto proposto condicionava a possibilidade ao pagamento de direitos pecuniários (royalties) ao detentor da cultivar. No entanto, havia exceções para agricultores familiares e para a cultura da cana-de-açúcar, já previstas na lei atual, além de novas condições para cultivares de plantas ornamentais, eucalipto, pinus e teca.
O pagamento dos royalties seria definido com base em uma declaração do produtor sobre a quantidade de semente ou muda salva para uso próprio, atualmente feita ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O valor seria o mesmo percentual cobrado na aquisição de uma semente comercial, referente ao royalty do criador da cultivar. Entidades defensoras da proposta argumentavam que a intenção era primeiro aprovar um arcabouço para essa cobrança, deixando a definição dos valores específicos para ser negociada pelos agentes do setor.
Criminalização da Venda de Sementes Salvas
Uma das inovações mais controversas da proposta era a criminalização da venda de sementes salvas, enquadrando o ato como pirataria. A legislação em vigor já considera esse comércio ilegal, mas prevê apenas ressarcimento de indenização e aplicação de sanções. A nova redação do projeto, além de multas e indenizações, previa que o produtor que praticasse tal ato cometeria um crime passível de reclusão de três meses a um ano, com possibilidade de aumento da pena em certas condições. Essa medida se aplicaria somente a sementes e mudas dentro do prazo de direito de proteção; uma vez em domínio público, não haveria crime nem cobrança de royalties.
Novas Condições para Perda e Uso Indevido do Direito de Proteção
A lei atual já prevê casos de perda do direito de proteção, o que torna a cultivar de domínio público. O projeto adicionava novas situações que poderiam levar ao cancelamento do certificado de proteção, como o uso de publicidade enganosa. A matéria também caracterizava como uso indevido do direito a cobrança de royalties sem título de proteção ou consentimento do produtor rural, a omissão do valor do royalty no preço do material de propagação, e a publicidade enganosa. Nesses casos, o titular do direito de proteção seria obrigado a indenizar o produtor rural e outras partes lesadas.
<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Fonte Original. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>
Fonte: https://oatual.com.br

Cuiabá
Unidade do Siminina é reaberta no Jardim Vitória com estrutura ampliada

A Prefeitura de Cuiabá promoveu, nesta segunda-feira (16), a reabertura da unidade do Programa Siminina no bairro Jardim Vitória, oferecendo um novo espaço preparado para acolher meninas e suas famílias. A estrutura foi organizada para ampliar o atendimento e fortalecer as atividades do programa na região.
A unidade atende cerca de 50 meninas que antes frequentavam o polo do Novo Paraíso. A transferência foi necessária devido à falta de espaço para as atividades no antigo local.
O espaço passou por melhorias e agora conta com salas novas, ambiente climatizado com ar-condicionado e banheiros adequados, proporcionando mais conforto para as meninas e para a equipe que atua no local. A unidade foi preparada com cuidado para garantir um ambiente acolhedor e propício ao desenvolvimento das atividades educativas, como coral e balé.
Durante a reabertura, a primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, madrinha do programa Siminina, destacou que a iniciativa existe para incentivar sonhos e mostrar novas possibilidades para o futuro. “Nosso papel é ajudar as pessoas, e vocês também podem fazer isso. Podem ser o que quiserem quando crescerem. Se quiserem ser vereadora ou prefeita um dia, também podem. Queremos construir o melhor Siminina de todos os tempos. Aproveitem todas as atividades oferecidas”, afirmou Samantha.
O momento também contou com agradecimentos da comunidade. A moradora Ingrid Amaro, mãe das participantes Ana Clara e Isabela, destacou a importância do retorno do projeto para o bairro. Segundo ela, a comunidade lutou para que o programa voltasse à região, devido à grande necessidade das meninas por atividades de apoio, educação e convivência. “Agradeço à equipe responsável pela implantação da unidade e à gestão municipal por atender ao pedido da população”, disse.
A vereadora Katiuscia Manteli também participou do evento, ressaltando os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade. Ela destacou que iniciativas como o Siminina inspiram novas gerações, mostrando que, apesar das dificuldades, as mulheres podem conquistar qualquer espaço que desejarem.
A diretora da Escola Espírita Irmão Praeiro, Genilia Godoes, comemorou a parceria que possibilitou a instalação da unidade no espaço da escola, afirmando que a iniciativa trouxe uma nova energia para a comunidade escolar.
A coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro, explicou que a nova unidade ampliou significativamente o número de vagas. No antigo polo do Novo Paraíso, eram oferecidas 20 vagas no período da manhã e 20 à tarde. Com a reabertura no Jardim Vitória, serão disponibilizadas 50 vagas pela manhã e outras 50 à tarde. “As famílias interessadas devem procurar diretamente a unidade localizada na Escola Espírita Irmão Praeiro, no bairro Jardim Vitória, levando os documentos necessários para realizar a matrícula”, afirmou Ivete Carneiro.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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