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Falta de Armazenagem Gera Perdas Bilionárias para o Agronegócio em Mato Grosso do Sul

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A insuficiência de armazenagem de grãos em Mato Grosso do Sul está impactando diretamente a renda do produtor. Um estudo técnico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) estima que, na safra 2024/25, o Estado deixou de capturar R$ 6,1 bilhões em receita potencial. Essa perda é atribuída à carência de silos, que obriga os produtores a comercializar soja e milho no pico da colheita, período de maior oferta e preços mais pressionados. Desse total, R$ 4,7 bilhões correspondem à soja e R$ 1,4 bilhão ao milho. Segundo o levantamento, a oleaginosa sofre mais com a ausência de armazenagem devido à maior variação de seu preço ao longo do ano, que tende a reagir melhor fora da janela de colheita.

Impactos da Venda Forçada e Logística

Sem estrutura própria ou regional suficiente, uma parte relevante da produção precisa ser escoada imediatamente das lavouras para tradings, cooperativas ou armazéns de terceiros. Essa concentração da oferta no mesmo período da colheita resulta na redução do preço recebido pelo produtor e diminui a margem de lucro da atividade. Além do valor da saca, a limitação também afeta o fluxo financeiro da propriedade. Sem a capacidade de escalonar vendas ao longo do ano, o agricultor perde o poder de negociar melhores contratos e fica mais dependente das condições de mercado no momento da colheita, período em que os preços geralmente estão nos níveis mais baixos. O problema ainda pressiona a logística, aumentando a necessidade de transporte imediato, gerando filas em armazéns e terminais e intensificando a disputa por caminhões no pico da safra.

Municípios Mais Afetados pela Escassez

Cinco municípios concentram mais de um terço do impacto econômico total. Maracaju lidera com R$ 708,5 milhões em perdas potenciais, seguido por Ponta Porã (R$ 457,9 milhões), Sidrolândia (R$ 401,2 milhões), Dourados (R$ 318,6 milhões) e São Gabriel do Oeste (R$ 265,7 milhões). Juntos, esses municípios somam aproximadamente R$ 2,15 bilhões em perdas potenciais. Maracaju, o principal polo produtor estadual, sozinho responde por mais de 11% do custo de oportunidade calculado.

Crescimento da Capacidade x Produção Agrícola

O levantamento da Aprosoja/MS mostra que houve avanço recente na capacidade de armazenagem. Entre 2014 e 2025, a capacidade estática praticamente dobrou, passando de 8,97 milhões para 16,39 milhões de toneladas. Apenas entre 2024 e 2025, o aumento foi de 10,9%, com acréscimo de 1,6 milhão de toneladas. Contudo, essa expansão não acompanha o ritmo da produção agrícola, mantendo o déficit estrutural. Na temporada analisada, Mato Grosso do Sul produziu cerca de 24,26 milhões de toneladas de soja e milho. Considerando o parâmetro técnico internacional que recomenda capacidade equivalente a 120% da produção anual, o Estado apresenta um déficit de 12,72 milhões de toneladas, aproximadamente 43,7% abaixo do nível considerado adequado.

Além de reduzir o preço médio recebido pelo produtor, a limitação na armazenagem gera efeitos econômicos regionais adversos. Isso inclui o aumento do custo logístico no período de colheita, a concentração de fretes em um curto espaço de tempo e a diminuição do efeito multiplicador da renda agrícola sobre o comércio e serviços locais. Segundo o estudo, o valor não capturado na safra equivale a aproximadamente 10% do valor bruto da produção de soja e milho do Estado, montante que, em tese, seria suficiente para financiar parte dos investimentos em novos armazéns. Diante desse cenário, o setor defende a ampliação de linhas de crédito e incentivos para a construção de silos, especialmente em regiões de maior produção, como forma de aumentar a competitividade e dar ao produtor a possibilidade de escolher o melhor momento de venda.

<i>Este conteúdo foi adaptado pela nossa redação a partir de informações originais de Pensar Agro. Imagens: Reprodução / Créditos originais mantidos na fonte.</i>

Fonte: https://oatual.com.br

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Cuiabá

Prefeito, primeira-dama e secretária lamentam falecimento da servidora do Hospital São Benedito

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, a primeira-dama Samantha Iris, a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Israel Paniago, lamentam o falecimento da servidora do Hospital Municipal São Benedito, Ariane Jordão, de 28 anos, ocorrido na manhã desta terça-feira (17).

Ariane era servidora dedicada, reconhecida pelo compromisso com o cuidado ao próximo e pela atuação responsável no exercício de suas funções. Sua partida precoce causa comoção entre colegas de trabalho, amigos e toda a rede municipal de saúde. Ela deixa um filho, familiares e uma trajetória marcada pela dedicação ao serviço público.

As autoridades municipais se solidarizam com os familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de dor.

A gestão municipal está prestando apoio à família, aos servidores da unidade e a todos os que conviviam com a colaboradora, com a disponibilização de suporte institucional e acompanhamento psicológico.

Mais informações sobre o caso seguem sendo apuradas, e serão divulgadas oportunamente, respeitando a legislação vigente e o direito à privacidade.

Neste momento de dor, as autoridades reiteram o respeito à memória de Ariane Jordão e se unem em solidariedade a todos os que sofrem com sua perda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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