Lucas do Rio Verde
Sonho de 25 anos segue avançando com nova etapa da regularização fundiária no Colina Verde
Lucas do Rio Verde
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde realizou, nesta quinta-feira (12), uma reunião com os moradores do bairro Colina Verde que fazem parte da segunda etapa do processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). A área, anteriormente conhecida como Recanto dos Macucos, vive hoje um novo momento após décadas de espera por segurança jurídica.
Em janeiro de 2026, o município entregou as primeiras 78 matrículas de imóveis, marcando a conclusão da primeira etapa da regularização e transformando em realidade um sonho aguardado há cerca de 25 anos pelas famílias da comunidade. A iniciativa garantiu dignidade, cidadania e segurança jurídica aos moradores, além de abrir caminho para novos investimentos em infraestrutura urbana.
A Regularização Fundiária Urbana é uma das ações estruturantes da atual gestão municipal, voltada ao ordenamento urbano, à justiça social e ao desenvolvimento sustentável, assegurando que os bairros cresçam de forma organizada e em conformidade com a legislação.
Durante a entrega da primeira etapa, o prefeito Miguel Vaz destacou o impacto social da regularização. “É um momento muito importante, de realização, de entrega de títulos de propriedade, que traz o sentimento de pertencimento, dignidade e segurança jurídica. Isso permite que as pessoas invistam e também que o município possa investir em infraestrutura, como pavimentação asfáltica, iluminação e água tratada, promovendo qualidade de vida”, afirmou. O prefeito relembrou ainda os desafios enfrentados pela comunidade ao longo dos anos. “Quando a gente não se conforma com uma situação, vai atrás do problema. Assumimos o compromisso com o bairro e trabalhamos para resolver.”
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Welligton Souto, explicou que a segunda etapa já está em andamento. “No mês passado o prefeito esteve aqui e fez esse compromisso com a sociedade. Em menos de 30 dias já estamos dando início à segunda fase, com empresa contratada, material gráfico entregue e muitas dúvidas esclarecidas. A presença dos moradores mostra que as pessoas estão preocupadas em regularizar e em ajudar o poder público a cumprir esse papel de deixar as coisas mais corretas”, ressaltou.
Segundo o secretário, a expectativa é concluir ainda neste ano a regularização de 100% da área do antigo Macuco e do atual Colina Verde. Para dar mais agilidade ao processo, a Prefeitura firmou parceria com a FUNCERN, que já atua em outros municípios com trabalhos técnicos, como planos diretores e regularização fundiária. “A gente precisa avançar por etapas, porque ainda temos outros locais no município que também precisam desse trabalho”, completou.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Para o presidente da Associação de Moradores do bairro Colina Verde, Roberto Pereira, o momento é de reconhecimento e esperança. “É uma satisfação de dever cumprido, saber que o prefeito não esqueceu de nós. A turma que recebeu os primeiros documentos está feliz, e nós também, porque agora vamos começar a dar entrada nos nossos papéis. Isso é o sonho de muita gente. Eu cheguei a pensar que iria embora daqui sem ter o documento da minha terra para deixar de herança para os meus filhos. Graças a Deus, vou pegar o meu título na mão”, afirmou.
Morador há sete anos do bairro, Lino Borges Jara também destacou a importância do início da segunda etapa. “É uma expectativa muito grande, é um sonho sendo realizado. A gente deposita muita confiança no poder público que está resolvendo. A gente se sente muito feliz e agora é só aguardar o trabalho”, finalizou.
Com a continuidade da Reurb no Colina Verde, a Prefeitura reforça o compromisso de promover desenvolvimento urbano com inclusão social, garantindo que mais famílias tenham acesso ao direito à moradia regularizada e a uma cidade cada vez mais organizada e com qualidade de vida.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Lucas do Rio Verde
Feiras itinerantes impulsionam economia criativa e artesanato luverdense bate recorde de faturamento em 2026
O artesanato de Lucas do Rio Verde vive um momento de expansão e fortalecimento, consolidando-se como importante vetor de geração de renda, valorização cultural e desenvolvimento da economia criativa no município. Mesmo com a Casa do Artesão temporariamente fechada para reformas, os resultados registrados em 2026 demonstram um avanço significativo do setor.
Entre os meses de janeiro e maio deste ano, o faturamento em vendas superou com folga o desempenho do mesmo período de 2025. O crescimento de aproximadamente 80% reforça a efetividade das estratégias adotadas para manter a atividade aquecida, mesmo diante das limitações estruturais.
Grande parte desse desempenho está diretamente ligada à realização de feiras itinerantes, que têm levado o artesanato local para diferentes eventos e espaços públicos da cidade e da região. A iniciativa ampliou o alcance dos produtos, aproximou os artesãos do público fortalecendo a comercialização.
(Foto: Ascom Prefeitura/Janderson Kawano)
Ao longo dos últimos meses, os artesãos marcaram presença em eventos como o Carnaval da Praça, a Feira de Páscoa, o Show Safra, a Mostra de Dança e a Festa do Milho. A diversificação dos espaços de exposição tem sido um dos principais fatores para o crescimento nas vendas e para a consolidação da identidade do artesanato luverdense.
Economia criativa na Fit Pantanal 2026:
Mais um passo estratégico nesse processo de expansão é a participação na Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2026), que acontece em junho. O evento, maior do turismo no Centro-Oeste, reunirá diversos setores da economia regional e neste ano, o município terá como destaque um espaço inédito voltado à economia criativa, reforçando o compromisso da gestão municipal em incentivar o setor, valorizando os artesãos e promovendo novas oportunidades de mercado.
Gestão compartilhada:
Outro avanço importante é a implementação de um modelo de gestão compartilhada, que amplia a participação dos artesãos nas decisões e na construção das ações do setor. A proposta fortalece o diálogo, incentiva o protagonismo dos fazedores de cultura e contribui para uma organização mais colaborativa e eficiente.
De acordo com a Supervisora de Cultura, Christine Rigo, o momento é de transformação e construção coletiva. “A estratégia adotada busca não apenas manter as atividades durante o período de obras, mas também criar bases mais sólidas para o futuro do artesanato no município”, declarou.
A expectativa agora é pela conclusão dos trabalhos de melhorias no espaço do artesanato, que deverá retomar o atendimento fixo ao público em breve. Ainda assim, as feiras itinerantes devem continuar como uma política permanente, ampliando oportunidades de comercialização e visibilidade.
Os resultados positivos refletem o trabalho contínuo da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, que vem atuando com planejamento, inovação e investimento no fortalecimento do setor. A gestão segue comprometida em incentivar a economia criativa, valorizar os artesãos e ampliar as oportunidades para o desenvolvimento do artesanato local.
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