Cultura
Campanha no Rio convoca foliões a preservarem o patrimônio histórico
Cultura
O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, realiza em parceria com a Riotur a campanha “Quem samba cuida”, voltada para a conscientização dos foliões sobre a importância da preservação dos bens culturais tombados em nível federal no Rio de Janeiro. O objetivo é chamar a atenção do público que frequenta os blocos de rua, incentivando atitudes responsáveis, que conciliem a celebração com a proteção do patrimônio histórico.

A campanha pode ser vista nos sites oficiais do Carnaval de Rua do Rio e em pontos estratégicos próximos a bens tombados, especialmente em áreas por onde passam os cortejos carnavalescos. Em alguns desses locais, o público pode conhecer um pouco da história dos bens culturais por meio de lonas informativas.
A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patrícia Wanzeller, comemora os resultados já alcançados pela campanha neste ano…
“A Rua Primeiro de Março, repleta de prédios tombados, historicamente sofria danos durante a passagem dos blocos. Esse ano, os megablocos abraçaram a ideia e passaram a fazer alertas ao público pedindo para não urinar e nem subir nos monumentos. O resultado foi extremamente positivo. Até o momento, nenhum dano foi registrado”.
As ações também incluem um cubo de LED instalado na Praia de Copacabana, com mensagens de conscientização para cariocas e turistas até o dia 22 de fevereiro, e a divulgação de posts de conscientização nas redes sociais, que reforçam a importância da colaboração do público e orientam para que não subam nos monumentos, não urinem nem pratiquem qualquer forma de depredação dos bens históricos.
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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