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Cultura

Carnaval de Olinda tem blocos e troças coloridas pelo centro histórico

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Em Pernambuco, o sábado de carnaval é muito mais que festa. É encontro de gerações, ritmos e histórias escritas no compasso das orquestras e no coração do povo.

Ao longo do dia, as ladeiras históricas de Olinda pulsarão com uma infinidade de blocos e troças coloridas em saídas pelas principais praças e no sítio histórico. Como o Eu Acho é Pouco, Menino da Tarde, Ceroula, Tambores de Saia e Patusquinho, misturando maracatu, frevo e ritmos populares em bailes improvisados e encontros culturais.

No início da noite, a festa não para. Os polos culturais espalhados pelo Recife e por bairros de Olinda promovem apresentações gratuitas de bandas, orquestras e shows populares no Marco Zero, Pátio de São Pedro, Praça do Arsenal e outros espaços abertos, garantindo ritmo e energia até altas horas. 

Além da capital e das ladeiras olindenses, o carnaval dos Papangus em Bezerros, no Agreste pernambucano, também abre sua programação oficial neste sábado (14) com apresentações de frevo, forró e samba em polos culturais gratuitos ao longo do dia, abrindo espaço para quem busca uma folia mais no interior do estado.
 


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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