Cultura
Carnaval de Salvador: abertas inscrições para camarotes acessíveis
Cultura
A Prefeitura de Salvador abriu nesta terça-feira (3) as inscrições para idosos, PCDs e acompanhantes que desejam participar dos camarotes acessíveis nos circuitos de carnaval da capital baiana.

Serão oferecidos camarotes nos circuitos Ondina, entre 12 e 17 de fevereiro, para idosos e pessoas com deficiência; no circuito Piedade, de 13 a 17 de fevereiro, apenas para PCDs; e no Circuito Campo Grande, no mesmo período, para os dois públicos, PCDs e idosos. As vagas variam entre 120 e 200 pessoas por dia, dependendo do camarote escolhido.
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É possível fazer a inscrição e também conhecer o regulamento para acessar os espaços no site camaroteacessivel.salvador.ba.gov.br. Para quem está na cidade, basta ir à sede do Cadastro Único – CadÚnico, localizada na Rua Miguel Calmon, 28, no bairro do Comércio, entre 8h e 16h30.
A Diretora de Políticas Públicas PCD da prefeitura de Salvador, Daiane Pina, dá mais detalhes sobre o serviço do Camarote Acessível.
“Nós teremos uma equipe de especialistas em autismo e em deficiência visual, em surdez e deficiências múltiplas. Esse ano, no Piedade, nós teremos também o espaço Carnakids, é o primeiro espaço de brinquedoteca acessível para crianças com deficiências no Carnaval. Nós teremos também banda da guarda municipal, brincadeira, sorteio, escolha do rei, da rainha, da princesa. E mais uma novidade: é o “Furduncinho”, um bloco kids que a gente vai fazer saída do nosso camarote lá da prefeitura, na Piedade, em direção ao Center Lapa”.
No ato do cadastro, os interessados poderão escolher os dias que irão participar. Cada pessoa pode optar por no máximo até dois dias de Camarote.
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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