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Carnaval Fan Fest começa hoje no Rio de Janeiro

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O Carnaval começou oficialmente no Rio de Janeiro e uma das opções para aproveitar a maior festa do mundo gratuitamente é o Carnaval Fan Fest. A abertura do projeto Rio Capital do Carnaval, promovido pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), acontece nesta terça-feira (20), a partir das 14h.

Quem comanda a festa é um dos maiores intérpretes do Carnaval, Neguinho da Beija Flor, que dividirá o palco com o cantor Belo, seguidos da apresentação da maior bateria do mundo, formada por 1,2 mil ritmistas de todas as escolas do Grupo Especial.


Rio de Janeiro (RJ) 28/02/2025 - Neguinho da Beija-Flor solta a voz e canta sucessos no Samba na Gamboa, da TV Brasil. Frame: TV Brasil/Divulgação

Neguinho da Beija-Flor é a atração de abertura do Carnaval Fan Fest – TV Brasil/Divulgação

Espaço inédito

No Posto 3 das areias de Copacabana, à altura da rua República do Peru, uma área de 5 mil metros quadrados e capacidade para 15 mil pessoas foi montada para que o público aproveite não apenas os shows, mas também produtos da loja oficial do projeto e a área gastronômica.

O espaço funcionará de sexta a domingo, entre os dias 23 de janeiro e 21 de fevereiro — incluindo as datas dos ensaios técnicos, desfiles do Grupo Especial e o desfile das Campeãs, que poderão ser assistidos pelo público em telões instalados no local.

Esta é a primeira vez na história que a Liesa organiza uma Fan Fest dedicada ao mundo do Carnaval. A programação incluiu oficinas e workshops, rodas de sambas, exposições de relíquias carnavalescas e shows de grandes nomes da música, como Jorge Aragão, Marcelo D2 e Pretinho da Serrinha.

* Sob supervisão de Fábio Cardoso.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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