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Cortejo reúne caboclinhos e tribos indígenas no Recife

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Na reta final das prévias carnavalescas em Recife, a capital pernambucana abre espaço nesta terça-feira, 10, para mais um cortejo que celebra duas grandes manifestações culturais de Pernambuco, os grupos de Caboclinhos e as Tribos Indígenas.

A partir das 17 horas, centenas de brincantes de 24 agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas irão percorrer a Rua do Bom Jesus em direção à Praça do Arsenal, no Bairro do Recife.

O público poderá celebrar as tradições dos povos originários com seus leques, baque, porta-estandarte, cacique, rei, rainha e outros personagens que compõem o cortejo.

Entre os grupos que irão desfilar pelas ruas e também no palco montado na Praça do Arsenal, está a Tribo Indígena Carijós, que em 2026 completa 130 anos de fundação.

As Tribos Caboclinhos Tupi, sediada no bairro da Mangueira; e Tapirapé, que tem sua sede no bairro Casa Amarela, também levarão parte de suas centenas de integrantes para o Cortejo.

Ambas as tribos detêm o título de Patrimônio Vivo do Recife.

Ao final do Cortejo, os grupos se apresentarão no palco montado na Praça do Arsenal. E para o público presente ainda tem um presente cultural extra.

Após a passagem das agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas, a programação no palco será dedicada ao Encontro de Mestres e Mestras de Maracatu Nação.

O encontro acontece a partir das 20 horas. 


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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