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Cultura

Datas dos arrastões do Arraial da Pavulagem, em Belém, são definidas

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Reconhecido como manifestação da cultura nacional, o Arraial do Pavulagem já tem data definida para a série de arrastões que tomam as ruas de Belém do Pará este ano. Com o tema “Bandeira de Guarnição”, que celebra a proteção e o pertencimento às tradições amazônicas, os arrastões do Arraial do Pavulagem acontecerão nos dias 14, 21 e 28 de junho, e 5 de julho.

Somando as quatro edições, a expectativa é reunir mais de 140 mil pessoas nos cortejos que ocorrem entre a Praça da República até a Praça Waldemar Henrique, no centro da capital paraense. O evento conta com música, dança, o Batalhão da Estrela, o Boi Pavulagem e várias manifestações culturais paraenses, como os grupos de carimbó e siriá. Ao fim de cada arrastão, acontece o show da Banda Arraial do Pavulagem e convidados.

Oficinas e Inscrições

A partir desta sexta-feira, já estão abertas as inscrições online para as oficinas destinadas a quem vai participar pela primeira vez do Batalhão da Estrela. As inscrições seguem até domingo. Entre os dias 4 e 6 de maio, é precivo fazer uma nova confirmação presencial obrigatória. 

As oficinas para este primeiro grupo estão previstas para iniciar em 7 de maio, no Boulevard da Gastronomia, no bairro Campina. A expectativa é atender cerca de 500 brincantes, com o acompanhamento de 30 instrutores, auxiliares e monitores. Para quem já realizou oficinas em anos anteriores, as inscrições começam no dia 18 de maio. São oferecidas vagas para Pernautas e Pernautinhas (vivências com perna de pau para adultos e crianças), Dança, Banjo e Percussão.

No próximo dia 10 de maio, a banda Arraial do Pavulagem se apresenta no Theatro da Paz,  com lançamento oficial do novo repertório, celebrando os 39 anos de história da manifestação cultural paraense.

Criado em 1987 por Júnior Soares,  Ronaldo Silva e  Rui Baldez, o grupo Pavulagem nasceu de uma brincadeira de boi e se consolidou como uma das expressões marcantes da  música amazônica, reunindo em seu repertório um mosaico cultural da região  com um som que abriga carimbó, retumbão,  toadas, guitarradas, instrumentos de sopros. Somada a musicalidade e elementos da cultura amazônica, o folguedo detém o título de Patrimônio Cultural do Pará e de Belém.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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