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Devotos participam de celebração na Igreja do Bonfim, em Salvador

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Milhares de turistas e baianos participam, neste dia 26 de dezembro, das celebrações religiosas da Basílica do Santuário da Igreja do Bonfim, em Salvador, durante a tradicional Sexta-feira da Gratidão.

Desde 5h desta sexta-feira, devotos sobem a Colina Sagrada para as missas que acontecem de hora em hora, com a última delas acontecendo às 18h. Apenas às 13h não está previsto culto, mas as portas do Santuário permanecem abertas. 

Pelas redes sociais, o Padre Edson Menezes, reitor do Santuário, reforça o pedido de doações para quem comparecer às missas.

“Todos subiremos a Colina Sagrada para agradecer ao Senhor do Bonfim. Agradecimento se faz com gesto concreto. Portanto, vindo ao Bonfim, traga a sua doação de gêneros alimentícios, de material de limpeza, material de higiene pessoal, para que nós possamos atender as pessoas carentes que procuram, aqui na Basílica, encontrar o alimento que precisa para matar a sua fome”.

O Santuário também já divulgou a programação da Festa do Senhor do Bonfim do ano que vem, que acontece entre os dias 08 e 18 de janeiro e tem como tema “O Exercício do Ministério Público de Jesus, o Amado Senhor do Bonfim”. O festejo católico completará 281 anos em 2026.

A tradicional Lavagem do Bonfim acontecerá no dia 15 de janeiro, a partir de 7h. Já a celebração em si, que acontece historicamente no segundo domingo após a Festa de Reis, será no dia 18 de janeiro.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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