Cultura
Dia do Rádio: a invenção que resiste ao tempo e sua legião de fãs
Cultura
Com mais de 100 anos de ondas pelo Brasil, a existência do rádio atravessa diferentes épocas e segue firme, em meio à era digital e feitos da inteligência artificial. O rádio chega até mesmo onde nem a energia elétrica ou sinal de celular podem alcançar.

Apaixonada assumida pelo rádio, a ouvinte Graciete Oliveira, que mora em Santa Luzia do Tide, no Maranhão, confia na qualidade das informações veiculadas.
“Pra mim até agora é a maior invenção. O rádio chega onde não tem energia, já pensou? Pra mim é uma invenção super avançada até hoje. Tá na frente do nosso tempo! Eu amo rádio, sou apaixonada pelo rádio. A notícia do rádio é a verdade, é apurada, não tem fake news. Pra mim e pra minha família aqui em casa, não fica sem rádio. Fui útil, é útil e sempre vai ser útil”.
O 13 de fevereiro é o Dia Mundial do Rádio que, apesar de ser substituído em alguns contextos, segue sendo útil, importante e insubstituível na realidade de muitas pessoas. Como é o caso de Antônio Lopes, de Goiânia, capital de Goiás.
“Desde pequeno eu ouço rádio. Meus avós tinham rádio, meu pai também tinha rádio. Onde eu estiver tem rádio. Lá em casa tem rádio. Rádio no celular e sempre tem rádio de ondas curtas em casa, que o rádio continue sendo aí esse companheiro de todas as horas. Você trabalhando, você fazendo alguma coisa, você tá ouvindo o rádio. Agora a televisão, você tem que parar tudo pra poder prestar atenção. O rádio é o companheiro de sempre, é o meio de comunicação que sempre é de confiança.”
???? Confira a cobertura especial sobre os 100 anos de rádio no Brasil
Um rádio que pode salvar vidas e orientar famílias em meio ao caos. É assim em zonas de conflito pelo mundo e locais que sofrem impactos de desastres ambientais. Como ocorreu no Rio Grande do Sul, durante as enchentes de 2024. Experiência vivida pelo chargista e radioamador Carlos Latuff, que entende esse veículo como meio de sobrevivência.
“O rádio segue sendo um veículo de comunicação relevante”. Maio de 2024, estado do Rio Grande do Sul devastado por chuvas e enchentes. Em Porto Alegre, onde vivo, fiquei 6 dias sem luz elétrica, com o que pude contar? O rádio de pilha. E com os cataclismos se repetindo com mais frequência devido às mudanças climáticas, o rádio se consolida como item de sobrevivência”.
Nas faculdades de jornalismo do país, os livros do especialista Luiz Ferrareto são obrigatórios nas disciplinas de radiojornalismo. Responsável pelo Núcleo de estudos de rádio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o professor atribui a longa sobrevivência do rádio à capacidade de oferecer companhia enquanto elas fazem outras atividades; e ao baixo custo.
“Não tem nenhum outro meio que possa fazer isso da mesma forma, fornecendo conexão pras pessoas com o que acontece, com o entretenimento, com produtos e serviços que são anunciados, com cultura, com uma série de coisas que são importantes no dia a dia da população. E no caso específico do Brasil, o rádio ganha mais relevância ainda, que é um meio de comunicação barato, mais acessível e que fornece uma companhia, ainda mais numa sociedade onde cada vez mais reinam o individualismo”.
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A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) reúne mais de 3 mil emissoras de radiodifusão no Brasil. O presidente da entidade, Cristiano Lobato Flôres, também atribui a vida longa do rádio por ser democrático e acessível.
“A presença do rádio no Brasil, há quase 104 anos, mostra a relevância de um meio que conecta as pessoas a todo momento, em qualquer lugar do Brasil. Meio democrático, com conteúdo cada vez mais diversificado e informações mais rápidas. Feito por vozes que levam emoção, entretenimento e notícias de interesse de todos”.
Um estudo do Kantar IBOPE, feito em 2025, mostra que o consumo de conteúdos de rádio ainda ocorre principalmente nas ondas AM e FM. O levantamento mostra que o rádio segue firme entre os meios de maior alcance: ele chega a quase 80% das principais regiões metropolitanas, com uma média diária de quase 4h de escuta entre os ouvintes.
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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