Cultura
Festival de Cinema Brasileiro em Paris terá mais de 30 produções
Cultura
Considerada uma das principais vitrines do audiovisual nacional na Europa começa, em Paris, o Festival de Cinema Brasileiro.

Em sua 28ª edição, a mostra terá programação até o dia 14 de abril no cinema L’Arlequin, em Paris. Serão mais de 30 produções, entre longas documentais, de ficção, além de sessões especiais.
Na noite de abertura será exibido o filme Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, ainda sem estreia comercial no Brasil. Outro destaque reservado para o primeiro dia de festival é o documentário “Da Lata – 30 Anos”. Essa produção é focada na produção e lançamento do premiado disco “Da Lata”, da cantora Fernanda Abreu, que se consagrou por sua estética inovadora misturando pop eletrônico, samba e funk e é considerado pelos especialistas e pela crítica como divisor de águas no cenário da música pop brasileira.
Quatro obras da produção recente do cinema brasileiro, e que juntos ganharam dezenas de prêmios nacionais e internacionais, também serão exibidos: “Manas”, premiado no Festival de Veneza; “O Último Azul”, Urso de Prata de melhor filme no Festival de Berlim do ano passado; “O Agente Secreto”, reconhecido em Cannes 2025 nas categorias de atuação e direção e indicado a 4 prêmios Oscar; além de “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional no ano passado.
Os homenageados nesta edição serão o casal de atores, Taís Araújo e Lázaro Ramo, que juntos possuem uma filmografia com mais de 40 títulos. Haverá a reexibição de vários filmes que contam com a participação dos dois no elenco.
O Festival de Cinema Brasileiro na França é coordenado pela “Jangada”, uma associação sem fins lucrativos criada por franceses e brasileiros preocupados em preservar uma identidade cultural brasileira na França e no mundo, organizando eventos artísticos e culturais.
No site jangada.org é possível acessar a programação dia a dia do Festival.
Cultura
Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio
Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.
“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.
A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.
“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.
Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.
“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.
Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.
“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.
Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.
O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!
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