Cultura
Festival Internacional Sesc de Música, em Pelotas, segue até dia 30
Cultura
Um dos maiores eventos de música de concerto da América Latina, o Festival Internacional Sesc de Música segue até o dia 30 de janeiro em Pelotas no Rio Grande do Sul.

A edição de número 14 do festival começou com a ópera “Em Busca das Paisagens Perdidas” da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul em homenagem a Jayme Caetano Braun, poeta e pajador gaúcho.
Entre as atrações, estão o Grupo de Harpas Guarani do Vale do Taquari, e o concerto “Radamés a Cinco” no Theatro Guarany, numa homenagem aos 120 anos do compositor Radamés Gnattali, conhecido por fazer a ponte entre a música erudita e a popular.
Além dos concertos e recitais para o público em geral, o evento também oferece cursos de instrumentos, prática de orquestra, banda sinfônica e música de câmara para estudantes.
Para comemorar seus 80 anos, o Serviço Social do Comércio lança, este ano, o projeto Orquestra Sesc Jovem Brasil, com 50 músicos de 11 estados. A estreia do projeto acontece na próxima quarta-feira, dia 28, no palco do Theatro Guarany.
Ao longo de treze dias de programação, o Festival Internacional Sesc de Música reúne professores de 12 países e mais de trezentos alunos.
São mais de cem espetáculos gratuitos, mas é necessário retirar ingressos antes na bilheteria do Theatro Guarany ou pelo site sesc-rs.com.br/espetaculosculturais.
Programação completa no site sesc-rs.com.br/festival.
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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