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FiDoc Amazônia leva cinema e debates à capital paraense

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Até o dia 6 de maio, a capital paraense vai abrigar uma série de sessões gratuitas de curtas e longas metragens, videoarte e videoclipes, debates, atividades formativas e encontros com os cineastas e produtores do audiovisual. É que começa hoje em Belém do Pará, a 11ª edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema, o FiDoc Amazônia.

A sessão de abertura será logo mais, às sete da noite, no Theatro da Paz, com a exibição do documentário “Dona Onete: meu coração nesse pedacinho aqui”, da diretora Mini Kerti e apresentação da Orquestra Paraense de Cinema, com regência do maestro Gabriel Silva.

Outro destaque do evento é o 2º Fórum de Cinema das Amazônias, que acontece entre os dias 29 de abril e 02 de maio no Alexandrino Moreira – Casa das Artes e no Cine Líbero Luxardo. As sessões dos filmes selecionados ocorrerão nestas duas salas e também em salas da Aliança Francesa, Sesc Ver-o-Peso e Museu da Imagem e do Som.

A programação conta com mais de 130 produções de 9 países, que irão compor as 6 mostras competitivas e as 5 mostras especiais do Festival: mostra infantil, Cinema Indígena, Cinema Negro, Retrospectiva Amazônia FiDoc e Mostra Especial Colômbia. Nas competitivas, as obras exibidas concorrem ao Troféu Amazônia FiDoc e a prêmios em dinheiro, distribuídos entre as categorias de melhor curta e melhor longa das mostras da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal. A cerimônia para anunciar os vencedores será no próximo dia 6 de maio, a partir das sete da noite no Cine Líbero.

A programação completa está disponível no site amazoniadoc.com.br

 


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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