Cultura
Inscrições para Prêmio Jabuti Acadêmico vão até 19 de março
Cultura
As inscrições para a 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico já estão abertas. A premiação reconhece a importância da produção de livros acadêmicos, científicos, técnicos, profissionais e didáticos profissionais. O anúncio foi feito pela Câmara Brasileira do Livro, responsável pela organização.

As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de março pelo site: premiojabuti.com.br.
Podem concorrer autores brasileiros, natos ou naturalizados, ou estrangeiros com moradia permanente no Brasil.
A novidade da edição deste ano é que autores do exterior serão admitidos exclusivamente em coletâneas.
A premiação contempla obras em língua portuguesa, sejam individuais, coletâneas, dicionários ou enciclopédias, obras didáticas e de divulgação científica, que foram publicadas durante todo o ano de 2025.
As obras só podem ser inscritas em apenas uma categoria e precisam ter Padrão Internacional de Numeração de Livro e Ficha Catalográfica emitidos no Brasil.
O Prêmio Jabuti Acadêmico tem 30 categorias, sendo 27 de Ciência e Cultura, as outras três são de Prêmios Especiais que incluem tradução, divulgação científica, ilustração e infografia.
A organização da premiação reforça que obras que tiverem uso de inteligência artificial identificado serão desqualificadas.
Os vencedores de cada uma das categorias vão receber uma estatueta e um prêmio de R$ 5 mil.
Mais informações sobre o Prêmio Jabuti Acadêmico estão na página da Câmara Brasileira do Livro, no endereço: cbl.org.br.
* Supervisão de Roberta Lopes
Cultura
Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas
Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”
Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.
“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”
Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
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