Cultura
Juazeiro do Norte: a cidade de Padre Cícero vira a cidade do reisado
Cultura
A Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (CE), se transforma a partir de hoje em palco das apresentações da programação do Ciclo de Reis, que este ano tem como tema O Reinado da Tradição. 

Até a próxima segunda-feira (29), cerca de mil brincantes, de mais de 50 grupos farão apresentações abertas ao público, sempre a partir das 16h.
Roberto Viana, diretor de Patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura, lembra que diversas manifestações culturais celebram e fomentam a cultura, a identidade e a religiosidade da região do Cariri cearense.
“São grupos de Reisado, Guerreiro, Maneiro Pau, Coco, Batamarteiro, Lapinha, Bandas Cabaçais, várias outras diversidades de grupos que estão aqui no nosso município”.
Roberto reforça que o evento é um momento em que aprendizado e a tradição do fazer cultural e da identidade de cada folguedo é compartilhada com o público.
“De um lado, a educação patrimonial, que faz com que estudantes, alunos, alunas e a comunidade geral possa ter contato com a memória e a história desses grupos. Cada um desses grupos, no momento da sua experiência cultural, realiza nos seus terreiros, nas suas casas, as suas tradições. E o ciclo de reis é um momento que engloba, que abraça todas essas tradições em uma grande mostra.
No próximo Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, lapinhas e a tradicional queima de palhas, na residência da Mestra Vanda, marcarão o fechamento desse ciclo tão simbólico para católicos e para os fazedores da cultura popular.
No site e redes sociais da Prefeitura de Juazeiro do Norte é possível saber detalhes da programação dia a dia.
Cultura
Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio
Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.
“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.
A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.
“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.
Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.
“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.
Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.
“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.
Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.
O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!
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