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Cultura

Leituraço com pé na areia: evento no Rio leva livros à praia

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No Rio de Janeiro, um projeto cultural vai levar livros para a praia. O Leituraço no Caribrejo, que tem como objetivo aproximar a literatura do espaço público, acontece no dia 1º de março na praia do Flamengo, da Zona Sul, a partir das 10h.

A ideia do evento é convidar o público a desacelerar, folhear histórias e trocar experiências.

Durante a atividade, serão emprestados cerca de 500 livros, de editoras diversas, mediante identificação de cada leitor. O público também poderá levar suas próprias obras para fazer as trocas.

O Leituraço conta ainda com a participação de importantes nomes da literatura, como a escritora Clara Alves, autora do best-seller LGBTQIAP+, Conectadas, o escritor e comunicador André Carvalhal, finalista do prêmio Jabuti 2019, e a criadora de conteúdo literário Erika Lendo. Eles participam da ação dialogando com o público, compartilhando experiências e reforçando a importância da leitura no cotidiano.

A iniciativa conta com idealização e produção da editora e produtora cultural Raquel Menezes, tem co-realização da Estante Virtual e parceria de editoras e instituições voltadas para a leitura.

O evento é gratuito.


Fonte: EBC Cultura

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Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

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Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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