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Cultura

MICBR tem rede de mentores para aperfeiçoar negócios do setor cultural

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Uma das atividades mais disputadas do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América) são as mentorias. Após uma chamada pública, foram selecionados 14 mentores, um para cada segmento da economia criativa trabalhada pelo evento, como dança, artes plásticas, música e audiovisual.

A consultora sênior de Inteligência de Mercado do MICBR, Micaela Neiva, explica que mais de 400 pessoas se inscreveram para oferecer as mentorias. Cada um dos 14 selecionados vai orientar 15 pessoas dentro de seu segmento, até sábado (6).

“São profissionais renomados que dedicam um atendimento exclusivo aos empreendedores e empresários criativos. Os próprios mentores, esses especialistas de mercado, selecionaram os empreendedores para os quais eles gostariam de oferecer a mentoria, que dura 30 minutos de atendimento individualizado. Tá sendo muito rico acompanhar essa imersão que cada um desses empreendedores está tendo oportunidade de fazer”.

Na área de artesanato, uma das pessoas que passou pela mentoria foi dona Josefa Marques Nazaré. Ela trabalha com tingimento natural de lã de ovelha na Associação de Arte e Artesanato Vale da Esperança, de Carapó, no Mato Grosso do Sul. E diz ter adorado as ideias recebidas.

“Porque eu trabalho com a lã, mas vem um pessoal dar ideia de fazer o tingimento de tecido, mudar um pouco o foco. Mas ela falou que é melhor não misturar, ficar no específico de tingimento natural e repassar pra quem quiser fazer as peças de roupa”.

 


Fortaleza (CE), 04/12/2025 – A artesã Josefa Marques participa da mentoria de negócios durante Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza (CE). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Fortaleza (CE), 04/12/2025 – A artesã Josefa Marques, que trabalha com tingimento natural, participa da mentoria de negócios no MICBR+Ibero-América – Tomaz Silva/Agência Brasil

 

A mentora de dona Josefa foi Nina Coimbra, designer e curadora de artesanato. Para Nina, oportunidades como o MICBR têm se consolidado como políticas públicas, que contribuem para a profissionalização do setor cultural no Brasil.

“É um evento único, de trocas não só em cada setor, mas entre diferentes expressões culturais. E cria uma possibilidade de diálogo, mesmo, para além do que está acontecendo aqui. Eventos como esse perduram pelo ano inteiro. A cultura também produz economia em vários setores, e um encontro como esse é uma prova disso”.

O MICBR começou nesta quarta-feira (3), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), na região central de Fortaleza, e segue até domingo (7).

 

*A equipe viajou a convite do Ministério da Cultura

 


Fonte: EBC Cultura

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Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio

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Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.

“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.

A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.

“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.

Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.

“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.

Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.

“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.

Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.

O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!

 


Fonte: EBC Cultura

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