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Cultura

Mostra em Recife celebra o reisado pernambucano

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O Reisado, uma das principais manifestações da cultura pernambucana – está sendo celebrado com uma mostra que começou esta semana, na Galeria Arte Plural, localizada no Recife Antigo 

A exposição “Espelho de Brincantes”, assinada pela estilista e designer de moda Juliana Souto, apresenta ao público um recorte das indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado da cidade pernambucana de Garanhuns. 

São dezenas de fotografias – numa mescla de registros de moda e documentais – que levam o público a uma jornada visual do universo do reisado, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.

Juliana teve como base uma pesquisa histórica sobre o Reisado em Garanhuns, suas origens e o legado artístico das personagens que mantêm viva a tradição ao longo dos anos.

Entre os homenageados na Exposição, Dona Zefinha é a única detentora do saber dos reisados viva e em atividade à frente do grupo Três do Oriente. 

Além da Mestra Zefinha, também foram pesquisados os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam na cidade desde a década de 1950.

A artista transportou as imagens dos três mestres, vestidos com seus trajes de festa, de seus lugares reais e para um espaço fantástico, lúdico e mítico criado pela fotógrafa. 

Projeções audiovisuais e uma trilha sonora composta por sons dos reisados ampliam a experiência do visitante, convidado a mergulhar em cores, ritmos e narrativas que atravessam gerações e constroem a identidade do reisado pernambucano.

A exposição “Espelho de Brincantes” possui recursos de audiodescrição e ficará aberta ao público de segunda a sábado, até o dia 6 de fevereiro.

 


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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