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Cultura

Orquestra Sinfônica do RN celebra 50 anos com concerto

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A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte inicia nesta sexta-feira as celebrações pelos seus 50 anos de existência.

Em um concerto especial, em Natal, os músicos, sob regência do maestro Linus Lerner, vão realizar uma apresentação com a participação do musicista pernambucano Antônio Nóbrega, que fez um convite especial para à população pelas redes sociais. 

“Eu, a Juliana Linhares e a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, estaremos juntos fazendo uma apresentação muito bonita às 20 horas, no espaço também de primeira, que é o Espaço Cultural João Paulo II, o famoso Papódromo. Essa apresentação marca a abertura das comemorações dos 50 anos da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte.”

O repertório propõe uma interação entre a música erudita e a cultura popular brasileira e será apresentado em três atos: dois dedicados à obra de Nóbrega, com momentos instrumentais e com músicas do artista; e um terceiro com a cantora Juliana Linhares. A partir daí, os dois dividem os vocais em uma seleção de frevos do compositor potiguar Dozinho.

O evento é gratuito. Para participar, basta doar 1kg de alimento não perecível.

Criada em 1976, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte realizou seu primeiro concerto em 1977 e, ao longo de cinco décadas, consolidou-se como um dos principais grupos artísticos do estado.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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