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Pasta da Cultura lança edital para formação audiovisual no exterior

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Os profissionais e estudantes do audiovisual poderão se especializar fora do país. O Ministério da Cultura lançou, nesta semana, o Edital de Intercâmbio Cultural – Formação Audiovisual no Exterior, que destina R$ 1 milhão do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para a formação.
 
O edital concederá apoio para especializações, cursos tecnólogos, de extensão ou qualificação do segmento audiovisual, que devem ter carga horária acima de 600 horas e duração máxima de 12 meses. Cada selecionado receberá uma bolsa de até R$ 40 mil.
 
Para participar é preciso ser, obrigatoriamente, brasileiro nato ou naturalizado, maior de 18 anos e comprovar atuação no setor audiovisual há pelo menos um ano. Além disso, o edital prevê a apresentação de uma carta de aprovação ou comprovante de matrícula em uma ação formativa no exterior que ainda não tenha sido iniciada.
 
De acordo com a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, o objetivo é incentivar a qualificação de agentes do audiovisual para ampliar o acesso ao conhecimento e fomentar o intercâmbio cultural.

“Investir na formação de nossos profissionais é investir no futuro do audiovisual brasileiro. Este edital é uma ferramenta estratégica para conectar nossos talentos com os principais centros de produção e conhecimento do mundo, trazendo novas técnicas, narrativas e oportunidades para o nosso mercado”, destaca.

As inscrições para participar do projeto de intercâmbio ficam abertas até as 18h do dia 14 de novembro pelo site gov.br/cultura.
 
*Com supervisão de Sheily Noleto


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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