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Cultura

RJ: Casa da Juventude Centro lança curso e oficinas para o carnaval

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A pouco mais de três meses do carnaval, a Casa da Juventude Centro, equipamento público da Secretaria da Juventude Carioca, iniciou a primeira edição do curso de alegoria e adereços e a oficina de mestre-sala e porta-bandeira. Além de aproximar os jovens do universo do carnaval, a iniciativa tem o objetivo de manter a tradição para futuras gerações.

O curso e a oficina são resultado de uma parceria da Prefeitura do Rio com a Liga das Escolas de Samba da Série Ouro, que é o grupo de acesso para a elite do carnaval. E, entre os professores, está a porta-bandeira Babi Cruz, uma das responsáveis pela profissionalização da arte de conduzir o símbolo máxima das agremiações.

Para ela, iniciativas como esta ajudam a manter viva a arte dos casais, que bailam em escolas de samba e blocos.

“É uma forma de estar mantendo essa tradição, muito mais do que está preparando mestres-salas e portas-bandeiras para serem oficiais ou segundos casais de escolas do Grupo Especial, do Grupo de Acesso, de blocos. É preparar a alma das pessoas para preservar a cultura da dança de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, preparando novos artesãos, novos carnavalescos para as próximas gerações”.

A oficina e o curso acontecem sempre às quartas-feiras, em turnos diferentes, na Casa da Juventude, que fica na Rua Camerino, 28, centro do Rio.


Fonte: EBC Cultura

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Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio

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Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.

“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.

A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.

“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.

Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.

“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.

Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.

“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.

Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.

O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!

 


Fonte: EBC Cultura

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