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Cultura

Samba, bloco Afro, Turma da Mônica… São Paulo comemora 472 anos

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Neste aniversário, a capital paulista tem programação gratuita para o público aproveitar a data: às 15h, o Instituto Moreira Salles recebe uma roda de samba em homenagem a Geraldo Filme, com as velhas guardas das escolas Camisa Verde e Branco, Unidos do Peruche, Nenê de Vila Matilde e Vai-Vai. A partir das 15h30, na praça da Pina Contemporânea, tem ensaio aberto do bloco Afro Ilú Obá de Min.

No Theatro Municipal, o criador da Turma da Mônica, Maurício de Sousa, é homenageado nos seus 90 anos com o concerto da Orquestra Experimental de Repertório, que apresenta trilhas dos personagens. O espetáculo acontece às 17h e os ingressos podem ser retirados pelo site ou duas horas antes do evento na bilheteria presencial.

Tem música também nos centros culturais espalhados pela cidade: o grupo Língua de Trapo toca no Centro Cultural da Penha às 19h; na Vila Itororó, Ana Cañas canta Rita Lee às 18h e, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 17h, tem shows de Cida Moreira, Roberto Riberti e das bandas Made in Brazil e 365.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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