Search
Close this search box.

Cultura

Viva Maria celebra os 82 anos da cirandeira Lia de Itamaracá

Publicado em

Cultura

Nesta segunda-feira, dia 12, o programa Viva Maria entra na roda da ciranda para homenagear uma das maiores mestras da cultura popular brasileira: Lia de Itamaracá, que completa 82 anos de vida dedicados à música, à tradição e à resistência cultural.

Nascida na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia, transformou o canto aprendido nas praias, nas festas e nas rodas populares em um patrimônio vivo do Brasil. Sua trajetória se confunde com a própria história da ciranda nordestina, reconhecida em 2021 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.

O programa traz momentos marcantes de sua carreira, músicas que atravessaram gerações e uma entrevista especial concedida ao Viva Maria, em que Lia fala sobre o significado desse reconhecimento e sobre a força da cultura que nasce do povo e permanece viva na memória coletiva.

Mais do que celebrar uma artista, esta edição do Viva Maria celebra uma mulher que fez da própria vida uma ciranda, reunindo tradição, ancestralidade e futuro em cada verso.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo
Propaganda

Cultura

Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

Publicados

em

Por

Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA